Lifestyle Vítimas de bala perdida aumentam a cada ano no Brasil

Vítimas de bala perdida aumentam a cada ano no Brasil

Fala Que Eu Te Escuto desta sexta discutiu se crescimento se dá pelo aumento da criminalidade ou se é fruto da fatalidade

  • Lifestyle | Ana Carolina Cury, do R7

Kathlen e Hillary, vítimas de balas perdida

Kathlen e Hillary, vítimas de balas perdida

Reprodução/Record TV

Uma bala perdida ceifou a vida e os sonhos da jovem Kathlen Romeu, de 24 anos, no último dia 9, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A jovem estava grávida e trabalhava como vendedora em uma loja de calçados.

Outro caso que comoveu o país aconteceu em 2019, em Peruíbe, litoral sul de São Paulo. No dia 15 de fevereiro daquele ano, a bebê Hillary Souza Valadares, de apenas 2 anos, também morreu vítima de uma bala perdida. 

Kathlen e Hillary são apenas dois exemplos entre tantos outros que acontecem no Brasil. A verdade é que o nosso país vive o drama das balas perdidas.

Assim, em busca de saber a opinião dos espectadores sobre o tema, o programa Fala Que Eu Te Escuto desta sexta-feira questionou se as vítimas da insegurança e bala perdida são frutos da fatalidade ou aumento da criminalidade.

Para o policial Militar, Adriano Geber, a maioria dos casos, infelizmente, acontece em confrontos entre polícia e bandidos. “A bala perdida normalmente acontece nesses momentos. Há casos em que pessoas usam armas em casa sem conhecimento e acaba acontecendo tragédias. Acredito que as pessoas acabam se tornando vítimas da insegurança”.

Já para o segurança Evandro Pereira, o Estado é o maior culpado por essas mortes. “Não acho que é por conta do aumento da criminalidade, mas por conta de um Estado fraco. Lázaro foi um exemplo dessa fraqueza, vide tantos benefícios que conquistou enquanto estava preso. Então, a criminalidade está aí por conta das fragilidades do Estado”.

Convivendo com a violência

O tenente da Polícia Militar, Reinaldo Lima, lembrou o aumento crescente de casos no Rio de Janeiro e criticou a forma como as ações policiais são conduzidas por lá. “Tem o aumento da criminalidade, mas também há uma falta de planejamento do governo. Sempre que ouvimos falar de bala perdida, temos como referência o Rio de Janeiro, lá se usa muitos fuzis. Precisamos pensar mais sobre esse assunto e fazer melhores planejamentos, para evitar mais mortes”.

De fato, segundo um levantamento da plataforma Fogo Cruzado, pelo menos 22 crianças foram baleadas em 2020 somente na Região Metropolitana do Rio. Um aumento de 267% em relação ao ano de 2019.

Resultado da enquete

Uma realidade que deixa marcas nos familiares das vítimas que lutam por respostas. “Meu filho toma antidepressivos desde que perdeu a irmã. A minha pressão subiu tanto que fiquei sem enxergar por um tempo”, contou Rosilene Alves Ferreira que perdeu a filha, Maria Eduarda, de 13 anos, vítima de bala perdida. A jovem carioca foi atingida enquanto fazia aula de educação física na escola.

87% das pessoas que participaram da enquete afirmaram que essas tragédias acontecem por conta do aumento da criminalidade.

“Gostaria de dizer que é possível alguém que está vivendo as consequências emocionais de uma tragédia conseguir superar esse momento tão doloroso por meio da fé”, concluiu o apresentador o Bispo Eduardo Bravo.

O programa Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado pela Record TV, a partir de 00h45. Quem se encontra em outros países pode assistir pela Record Internacional ou pelo Facebook.

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