Sororidade: mulher também ajuda mulher na quarentena

Autora de livro sobre o tema cria cartilha de boas condutas que podem ser aplicadas mesmo no isolamento social

"Sororidade é um movimento"

"Sororidade é um movimento"

Divulgação

Palavra que vem ganhando força no vocabulário feminino, sororidade ainda desperta muitas dúvidas. "Muitas mulheres ainda não estão confortáveis com o termo, mesmo usando a sororidade na prática quase que diariamente", diz Paula Roschel, autora do livro '#sororidade - quando a mulher ajuda a mulher'. 

Sororidade, explica a autora, é um movimento entre mulheres para alcançar, uma com a ajuda da outra, mais segurança, qualidade de vida e oportunidades de estudo e renda.

Em seu livro, Paula Roschel mostra como a sororidade também pode contribuir para a melhoria das relações interpessoais, profissionais ou afetivas no dia a dia de cada mulher. Ela faz um balanço da luta pelos direitos da mulher ao longo do tempo, desde as primeiras feministas até os movimentos atuais, passando pelas sufragistas do início do século 20. E revela ainda como a prática da sororidade no dia a dia mudou a sua vida, fazendo com que medos e angústias dessem lugar à esperança e abrissem espaço para uma vida melhor e mais feliz.

Para esses tempos de isolamento social, Paula Roschel fez uma cartilha de como adotar a sororidade na quarentena, onde sugere ações positivas que as mulheres podem e devem ter umas com as outras, desde incentivar o trabalho umas das outras até acolher uma vítima de violência doméstica.

Para Paula Roschel, sororidade é fundamental

Para Paula Roschel, sororidade é fundamental

Divulgação

"A sororidade é importante para a nossa segurança física e estabilidade emocional. Vivemos em uma estrutura social na qual as mulheres se acostumaram a se encarar como rivais - pelo cabelo mais bonito, pelo look mais interessante ou por aquele cara que você caiu de amores. Esse tipo de dinâmica traz, entre outros problemas, aumento da ansiedade e da insegurança. Uma sensação de não poder contar com outra mulher, apesar dela talvez passar pelo mesmo que você passa", explica.

"A partir do momento em que as mulheres passaram a entender que esse tipo de competição não trazia benefícios que a sororidade começou a ganhar força. Atualmente, é muito mais comum você ver mulheres se unindo por uma causa e rechaçando a rivalidade", diz Paula Roschel.

Confira a íntegra da cartilha de sororidade na quarentena aqui.