Saiba usar a mente para se livrar do 'dedo podre' nos relacionamentos

Especialista dá dicas práticas para promover uma reprogramação, enfrentar crenças limitantes e melhorar a qualidade de sua vida afetiva

Especialista garante que é possível se livrar do 'dedo podre' e ter relações saudáveis

Especialista garante que é possível se livrar do 'dedo podre' e ter relações saudáveis

pxhere

"Nenhum homem presta". "Eu não acredito no amor". "Só encontro boy lixo". "Eu tenho o dedo podre, só pode ser!" Quem nunca se viu repetindo essas frases como se fosse um mantra diante dos fracassos nos relacionamentos? A cada constatação do tipo, acredite, maiores serão as chances desse roteiro se repetir. "Quando você pensa que nenhum homem presta vai enxergar no outro apenas os defeitos", alerta Plínio de Souza, especialista em programação neurolinguística e diretor da Ápice Desenvolvimento. A boa notícia é que esse padrão pode mudar.

Com 15 mil horas de atendimento no currículo, Plínio garante que se livrar do 'dedo podre' é um processo que passa, normalmente, pela identificação das causas de problemas como autoestima baixa, abandono afetivo, rejeição e carência. 

"A origem costuma estar na infância. A sensação de ser abandonada vem com um buraco imenso. Para a criança que se sente rejeitada a sensação é de morte. Mas esse vazio é um vazio infantil. É preciso reorganizar essas memórias, pois a mente usa isso como referência. Temos de voltar naquela criança, reviver essas cenas e resignficar essas emoções do passado. Ao passar pelo processo, a pessoa percebe um novo comportamento fluindo dentro dela", explica o especialista. 

Modelos sempre iguais

 “A pessoa sabe que tem o ‘dedo podre’ quando ela vive um relacionamento abusivo ou tóxico e, ao terminar esse relacionamento, encontra novos pretendentes com o mesmo perfil anterior. No caso da mulher, ela sempre vai encontrar homens que a desqualificam, por exemplo, daí ela vive com a crença de que ‘todos os homens são iguais’, o que a impede de encontrar caras bacanas, porque ela acredita piamente que nenhum presta”, exemplifica Plínio.

Como a escolha não é pelo bem que a pessoa vai agregar e sim pela falta de autoestima, o resultado são parceiros que geram tristeza e dependência ou depressão.  Plínio explica que é preciso analisar qual é o parceiro internalizado que a pessoa tem, qual é o modelo de homem. "Se é uma mulher que cresceu vendo o pai trair a mãe, por exemplo, é muito possível que ela só se envolva em relacionamentos em que o lado masculino a abandona ou não a respeita, afinal, na infância, ela gravou uma memória de que homem faz isso e é preciso reprogramar". 

Plínio de Souza avisa que não só mulheres são vítimas desse tipo de crença. "Há muitos homens nesta condição, de ser co-dependente da mulher, que se sentem rejeitados, não valorizados. No caso deles também vai depender da história de vida de cada um, das relações com pai e mãe, de como foi incentivado ou criticado na infância. São muitos os homens que tem autoestima baixa, ainda que pareçam o contrário. É uma máscara... e consome muita energia manter essa máscara", alerta. 

A cura não é uma mágica igual para todo mundo. Trata-se de um trabalho técnico, complexo e custumizado a cada estrutura. Mas, garante Plínio, a mente aprende.  "Como ensinar a mente? Com forte impacto emocional e repetição. Revisitamos e resignificamos as vivências, isso programa uma nova memória, novas crenças, a de que 'sou amada', por exemplo. Por várias anos a pessoa se sentiu rejeitada, agora é preciso repetir essa nova estratégia. A mudança vem do mundo interno para o externo", diz. 

Desprograme o 'dedo podre'

De forma prática, o que é possível fazer para não repetir o mesmo comportamento que leva a escolhas erradas nos relacionamentos? Acompanhe o passo a passo do especista para deixar o 'dedo podre' no passado. E vida nova! 

Tenha foco. Em vez de pensar que nenhum homem presta e ver só os defeitos, comece a pensar e vibrar positivamente. Isso inicia o trabalho de percepção de qualidades e eleva o campo energético;

Lista de desejos. Comece o processo escrevendo pelo menos 20 caractetísticas que deseja no seu par, desde físicas a qualidades. Ao escrever e repetir, você programa a mente e joga essa informação para o Universo;

Seja sincera com você. Ao fazer essa lista, não tenha medo de criar algo que pareça perfeito. Apenas seja sincera com o que pede e quer. Isso vai dar um novo significado de parceiro a você;

Pra quê namorar? Pense se ao estar junto de alguém você o faz não por carência, mas sim por vontade e amor. Vocês estão juntos por que é bom estar ou por que há necessidade?

Autoconfiança. Ao pensar positivamente, você se torna uma mulher mais segura e poderosa. Quando uma mulher se sente plena e tem autoestima e se valoriza, ela passa a atrair parceiros mais interessantes;

O que você quer atrair? Todos nós somos antenas de emissão e recepção de sinais magnéticos. Essas ondas trabalham além da caixa craniana, se propagam pelo ar e são captadas pelos outros. Ou seja, vivemos o que atraímos. Fique atenta à energia que você emite para o mundo.