Adoçante: mais motivos para você evitar

Uma das primeiras trocas que a gente faz quando decide ter uma alimentação mais saudável é substituir o açúcar pelo adoçante; afinal, ele praticamente não tem calorias e isso facilita o emagrecimento. Mas há tempos, pesquisas importantes têm mostrado que os adoçantes podem aumentar os níveis de açúcar no organismo, em vez de ajudar no controle ou na perda de peso.

Um estudo mais recente, realizado pela Universidade de Sorbonne e publicado na revista científica "BMJ", mostra que diferentes tipos de adoçante podem impactar significativamente as microbiotas intestinal e oral.  Os pesquisadores também observaram que as pessoas que ingeriram sacarina e sucralose tiveram um aumento significativo da glicose no sangue.

"Tomar bebidas diet ou adoçadas com adoçante, aumenta de 5% a 7% o risco de diabetes tipo 2", alerta a nutricinista Bettina Moritz. A ação da insulina, que é justamente a de captar a glicose e manter os níveis de açúcar no sangue sob controle, poderia ser prejudicada. 

Atualmente a sucralose é o adoçante mais consumido no mundo. Quando essa substância é aquecida a uma temperatura superior a 90º por mais de 15 minutos, ela libera certas toxinas que são cumulativas no organismo. "Essas toxinas costumam ter um alto potencial cancerígeno, por isso é preciso cuidado ao consumir sucralose em bebidas ou alimentos que serão aquecidos", diz Bettina.

O adoçante também está presente na maioria dos alimentos do tipo light, considerados mais leves e saudáveis; quando, na verdade, não apresentam potencial redução de gorduras e/ou calorias. "Além disso, esses alimentos light tendem a ser consumidos de forma exagerada, levando ao ganho de peso."

Tanto o adoçante quanto o açúcar fazem mal em excesso. O ideal é saber moderar. Toda mudança na alimentação é complicada. Uma boa dica é ir reduzindo progressivamente o consumo de adoçantes para que o paladar se acostume aos poucos. Evitar alimentos  processados e industrializados, que possuem grandes quantidades destas substâncias, também é indicado. O cuidado na escolha deve ter uma atenção maior para pessoas diabéticas, alérgicas ou que possuem algum tipo de restrição alimentar.

Verificar o rótulo dos produtos é uma dica bem legal para você saber o que está consumindo. Conheça os principais adoçantes disponíveis no mercado e suas finalidades:

Acessulfame-K: pessoas com deficiência renal devem evitar o seu consumo.

Aspartame: as pessoas cujo organismo não consegue absorver o aminoácido fenilalanina não devem consumir produtos que contenham esse edulcorante. 

Estévia: edulcorante natural, extraído das folhas de uma planta. Para disfarçar o sabor um pouco amargo, algumas fórmulas misturam estévia com outros tipos de edulcorantes para disfarçar, como o ciclamato e a sacarina. Por isso, cuidado.

Maltodextrina: pessoas com diabetes devem ter cuidado, já que sua fórmula contém açúcares.

Sacarina: pode aumentar o risco de câncer de bexiga e contém sódio.

Sucralose: feito a partir do açúcar natural presente nas frutas e vegetais. Pode causar disbiose, que é um desequilíbrio da flora intestinal, aumentando o risco de problemas como, obesidade, diabetes ou intolerância à lactose. 

Xilitol: considerado de baixo índice glicêmico, é um adoçante natural que vem das fibras de frutas e vegetais. Consumido em excesso, pode provocar diarréia.

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