Patricia Lages No vale-tudo para lacrar, vergonha passa no débito e no crédito

No vale-tudo para lacrar, vergonha passa no débito e no crédito

Analista política da CNN erra frase escrita na bandeira brasileira, mas essa é apenas uma de suas gafes

Basília Rodrigues, jornalista, ganhadora do Troféu Mulher Imprensa (2018/2020), do Prêmio Especialistas (2021) e analista política, afirmou ontem no telejornal CNN Novo Dia que “o presidente, a exemplo de todos nós, sabemos que na bandeira brasileira está escrito ‘independência ou morte’ e não ‘impotência é morte’”.

Ela terminou a fala com ares de “lacração”, afinal, havia encerrado sua crítica ao presidente Bolsonaro com uma frase de efeito. Porém, de efeito contrário. Seja como for, ninguém no estúdio a corrigiu, diferentemente do que costuma acontecer quando alguém usa qualquer expressão considerada “politicamente incorreta”. A emissora divulgou uma errata mais adiante, depois que a internet já havia propagado a gafe.

Ordem e progresso: frase de efeito e gafe sobre o que está escrito na bandeira do Brasil

Ordem e progresso: frase de efeito e gafe sobre o que está escrito na bandeira do Brasil

Reprodução

Apesar da grande repercussão nas redes sociais, essa não é a primeira vez que a jornalista faz afirmações que deixariam Paulo Freire extremamente orgulhoso. Rodrigues já afirmou, por exemplo, que “Chile e Equador não fazem parte da América do Sul”.

Para a jornalista premiada, se referir à saída temporária dos presos como “saidinha” é fazer uso de um termo “irônico e jocoso”, pois o benefício seria uma medida humanitária e que “o preso sai da cadeia para estudar e ficar com seus parentes”.

Apenas com essas três falas você aprendeu muita coisa que, talvez, jamais imaginou: que na bandeira brasileira “não” está escrito “Ordem e Progresso”; que Chile e Equador não fazem parte da América do Sul; e que presos aproveitam medida humanitária para estudar e ficar com a família.

De quebra, você também já entendeu que quem coloca a lacração e as narrativas acima da notícia – e até mesmo da realidade dos fatos – passa vergonha no débito e no crédito.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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