Patricia Lages Mais uma bola fora de Lula: crítica aos “empregos de aplicativo”

Mais uma bola fora de Lula: crítica aos “empregos de aplicativo”

Passa de 32 milhões o número de brasileiros que garantiram renda na pandemia com aplicativos, mas petista vê com maus olhos

O pré-candidato do PT à presidência da República, apesar de se autodenominar “progressista”, se mostra mais uma vez avesso ao progresso, criticando inovações e sendo contra iniciativas que não estão totalmente submetidas ao controle do Estado.

Mais uma vez ele volta a criticar os empregos por aplicativo e publicou em uma rede social (da forma mal escrita a seguir) que “esse país não quer eternizar empregos por aplicativo que as pessoas não conhecem o patrão e não tem direito à férias”. Viva Paulo Freire!

Para Lula, entregar comida não é emprego

Para Lula, entregar comida não é emprego

Edu Garcia/R7 - 22.02.2022

Segundo levantamento do Instituto Locomotiva, só em 2021, aproximadamente 20% dos brasileiros adultos utilizaram algum tipo de aplicativo para trabalhar, o que representa cerca de 32,4 milhões de pessoas. Não fosse a facilidade de cadastramento e de acesso ao trabalho, com horários flexíveis e da possibilidade de compor o próprio salário, como esses milhões de trabalhadores estariam hoje? Como teriam pagado suas contas e colocado comida na mesa durante a pandemia?

Mas para Lula, “entregar comida” não é emprego. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, de Pernambuco, ele questionou: “onde estão as férias e o descanso semanal remunerado?” e declarou que o trabalhador “voltou a quase ser escravo.” Para ele é mais importante manter o velho modelo de “carteira assinada” para poder, por exemplo, retornar com a obrigatoriedade da contribuição sindical. De 2017 para cá, a arrecadação dos sindicatos caiu 97,5%, ou seja, com o pagamento facultativo, nem os “companheiros” estão pagando.

Para o “descondenado” é melhor garantir férias e descanso estabelecidos pelo Estado (o que não passa de ilusão, pois tudo sai do bolso do próprio empregado), do que o trabalhador ter flexibilidade de horário (para descansar quando lhe seja conveniente) e compor seus ganhos conforme sua capacidade de trabalho (não sendo obrigado a arcar com toda carga tributária que um empregado CLT tem).

Poder estabelecer o próprio horário e ser remunerado conforme a produtividade não se parece, nem de longe, com trabalho escravo. Ser obrigado a ver o salário mutilado por impostos e depender do Estado para tudo e qualquer coisa se parece muito mais.

Como disse Ronald Reagan, “o melhor programa social que existe é o emprego”. E a liberdade de poder oferecer emprego e renda sem o engessamento que a CLT impõe deveria ser prioridade de qualquer proposta séria de governo e não o contrário. Fale mais, Lula! Seus adversários agradecem.

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