Patricia Lages Análise: tolerância e diversidade são cortinas de fumaça

Análise: tolerância e diversidade são cortinas de fumaça

Discurso “progressista” é distração para implantar o real objetivo: forçar um pensamento único e cancelar qualquer outro

Juliana Paes foi criticada nas redes sociais

Juliana Paes foi criticada nas redes sociais

Reprodução

Enquanto os movimentos feministas lacradores fazem vista grossa quando as mulheres atacadas, desrespeitadas e humilhadas não fazem parte de sua panelinha progressista, a atriz Juliana Paes saiu em defesa da dra. Nise Yamaguchi por conta do tratamento vergonhoso que recebeu durante seus esclarecimentos na CPI da Covid-19.

Em seu Instagram, a atriz expôs sua opinião: “Show de horror e boçalidades na #CPIdaCovid. Certa ou errada... não importa! Intimidação, coação... fala interrompida... mulher merece respeito em qualquer ambiente”.

Isso foi o suficiente para que diversos seguidores a criticassem em seu próprio perfil onde, supostamente, ela deveria ter a liberdade de dizer o que pensa sem ser ofendida por isso. Mas, além dos ataques de desconhecidos, Juliana também teve de lidar com uma mensagem agressiva de uma colega de trabalho com quem já contracenou. Ela utilizou seu IGTV para expor a questão, sem citar de quem se trata.

“Cara colega, apesar de eu ter sido agredida por suas palavras caluniosas, de ter sido invadida pela sua mensagem, de ter sido acusada de ser covarde, desonesta, criminosa, eu me dispus a lhe responder por todas as cenas que eu me emocionei ao seu lado”, começou Paes que, na sequência, afirmou: “eu fui a primeira a pedir que as pessoas ficassem em casa, quando você nem estava tão preocupada. Mas agora eu não me sinto no direito de pedir que as pessoas fiquem sem trabalhar.”

Segundo a atriz, ela tem sido cobrada para militar ativamente a favor de “um dos lados”, no caso a esquerda, o que ela classificou como “maniqueísmo imaturo” e diz estar em um ambiente onde não se sente representada por ninguém, nem pelo atual governo e nem pela oposição “que se insinua para o futuro”. Paes relacionou em sua fala várias questões que espera para o futuro do país, o que inclui temas progressistas ao mesmo tempo que cita o liberalismo e pautas não tão simpáticas à esquerda.

Mas o que chama a atenção nesse episódio é a ferocidade com a qual a “colega” ataca a atriz, chegando a chamá-la de desonesta e criminosa. Ou seja, se a pessoa defendida tem um pensamento diferente daquele que os esquerdopatas querem forçar goela abaixo, o discursinho de sororidade, tolerância e respeito às diferenças simplesmente desaparece.

Como afirmou Agni Shakti: “Na falta de argumento a ignorância usufrui da agressividade e da ofensa como modo de ataque.” E quando isso acontece com a Juliana Paes é prova de que não está fácil para ninguém...

Autora

Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

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