Patricia Lages Análise: todos os esforços em prol da pedofilia

Análise: todos os esforços em prol da pedofilia

Vale tudo: usar termos legais, citar trechos da Constituição e acusar PLs contra a sexualização de crianças de “censura”

Já é hora de deixar nossas crianças em paz

Já é hora de deixar nossas crianças em paz

Divulgação/Pixabay

O jornalismo militante não nos poupa de seus desatinos. Apesar de todo esforço gramatical e de toda engenharia para construir suas narrativas grotescas, qualquer pessoa com o mínimo de bom senso é capaz de detectar as tentativas de implementação das agendas esquerdopatas. Até porque, ser de esquerda é uma coisa, mas ser esquerdopata já é bem diferente.

Um dos mais recentes absurdos é a matéria da Folha de S.Paulo intitulada “PLs contra sexualização infantil dão margem à censura, dizem especialistas”. A manchete por si só é digna de vergonha, afinal de contas, quem em sã consciência pode ser a favor da sexualização infantil? Talvez aí já resida o problema: é preciso estar em sã consciência.

Se a manchete é abjeta, ao ler a matéria a coisa fica ainda pior. Relativizando a questão da sexualização, os holofotes são direcionados para uma pseudo censura por parte das duas deputadas estaduais – Ana Campagnolo (SC) e Letícia Aguiar (SP), ambas do PSL – que protocolaram projetos de lei cujo objetivo é proibir o uso de dinheiro público em “eventos que promovem de forma direta ou indireta a sexualização de crianças e adolescentes”.

Mas é claro que a militância foi atrás de uma fonte, no caso o advogado e especialista em direitos da criança e do adolescente Ariel de Castro Alves, para reforçar sua narrativa. Segundo Alves, o que as deputadas querem é “disseminar intolerância e homofobia, que são graves violações de direitos humanos”. Para o advogado, os projetos promovem a censura e violam a liberdade de produção.

Na versão on-line da matéria, destaco o comentário publicado por Marcio R. L. Silva, leitor da Folha: “Parabéns às deputadas! O ECA dispõe em seu Art. 2º: ‘Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos.’ É inconcebível expor esse conteúdo para crianças. Apesar de eu ser esquerda, sou obrigado a concordar com as deputadas. São atitudes como essa que elegeram o Bolsonaro em 2018. Se o objetivo é reeleger esse senhor, estão no caminho certo”.

Essa é a diferença entre ser de esquerda e ser esquerdopata. Há ideias, projetos e objetivos da agenda esquerdista que têm sua razão de ser, mas a agenda esquerdopata é totalmente diferente, pois milita dia a noite em prol de objetivos que nem mesmo os esquerdistas apoiam. Qualquer projeto conservador que promova a proteção da família e das crianças logo é taxado de homofóbico, preconceituoso e intolerante.

O que a doença da esquerdopatia não permite é o entendimento de uma simples questão: defender a família tradicional não significa tirar o direito de quem quer compor uma família diferente. Defender as crianças para que não tenham sua inocência roubada não tem nada a ver com homofobia. Gostar da cor verde não significa ter ódio de todas as outras cores. Não é difícil de entender, só é preciso estar com a consciência sã.

Para terminar, deixo o pedido publicado pela internauta Andrea Alves no Twitter da Folha sobre essa questão: “Deixem nossas crianças em paz”.

Autora

Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

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