Patricia Lages Análise: Sob liderança de vereador do PT, militantes invadem missa em Curitiba

Análise: Sob liderança de vereador do PT, militantes invadem missa em Curitiba

Grupo com bandeiras do PT e do PCdoB interrompe celebração religiosa à força, gritando acusações como “fascistas” e “racistas”

O vereador Renato Freitas, do PT de Curitiba

O vereador Renato Freitas, do PT de Curitiba

Câmara Municipal de Curitiba

Segundo informações do site oficial da Câmara dos Vereadores de Curitiba, no Paraná, Renato Freitas, 38 anos, cumpre seu primeiro mandato como vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tendo recebido pouco mais de 5.000 votos. Natural de Sorocaba, interior de São Paulo, ele é graduado e mestre em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador na área de direito penal, criminologia e sociologia da violência.

Desde o último sábado (5), Freitas pode incluir no currículo sua atuação como líder da invasão a uma igreja católica durante uma missa. Por volta das 17h, um grupo liderado por ele invadiu a igreja com faixas do PT e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), interrompendo a liturgia com gritos acusatórios de “fascistas” e “racistas”.

Freitas tomou a palavra à força e fez um discurso no meio da igreja em que acusou os católicos de terem apoiado um “policial que está no poder”, relacionando a fé católica à morte de negros como a do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe e a de Durval Teófilo Filho, cujos crimes nem sequer ocorreram em Curitiba.

Kabagambe foi espancado e morto em 24 de janeiro, no Rio de Janeiro, por três homens que confessaram o crime e estão presos desde o dia 1º de fevereiro. A motivação teria sido uma discussão em um quiosque na orla da cidade. Teófilo Filho foi morto quando chegava em casa, no dia 2 de fevereiro, por um vizinho que o confundiu com um assaltante. Não há nenhuma prova de que ambos os crimes tenham ocorrido por questões raciais.

Por meio de nota divulgada pela Arquidiocese de Curitiba, o arcebispo dom José Antonio Peruzzio afirma que “o que houve no último sábado foram agressividades e ofensas. É fácil ver quem as estimulou”. A nota também menciona um pouco da história do local: “Desde a sua primeira inauguração, em 1737, a igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos sempre foi um lugar de veneração e de celebração da fé. Foram os escravos a edificá-la. Hoje, muitos afrodescendentes a visitam. E o fazem em grupo ou individualmente. Sempre primaram pelo profundo respeito, até mesmo quando não católicos”.

O que se conclui de atos como esse é que a esquerda é capaz de tudo para avançar sua agenda: usar a morte de pessoas como bandeira política, desrespeitar o Código Penal – que considera crime a conduta dos manifestantes – e insultar a inteligência das pessoas de bem ao se apropriar de causas autointitulando-se representante de todas as virtudes. Não há nenhuma virtude nesse tipo de manifestação, que, por sua vez, não pode ficar por isso mesmo. Não há legitimidade alguma em combater a violência cometendo crime e gerando mais violência.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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