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Patricia Lages Análise: “Sincericídios” de Lula entregam seus reais interesses

Análise: “Sincericídios” de Lula entregam seus reais interesses

Entrevista desastrosa, insistência pela “regulamentação” da comunicação e elogios a ditaturas: esse é o PT de Lula

O ex-presidente Lula em entrevista ao El País

O ex-presidente Lula em entrevista ao El País

El País/Reprodução

Uma coisa é fazer campanha política gastando milhões de reais para criar um mundo de fantasia, aparecendo super produzido sob uma luz perfeita e seguindo à risca os roteiros criados por publicitários geniais. Mas dar entrevistas ao vivo, sem ter alguém soprando as respostas convenientes aos ouvidos é outra bem diferente. É aí que se vê quem é quem na política.

Na “democracia” de Lula é preciso “regulamentar a comunicação e a internet no Brasil”, porém, curiosamente, os países que mantêm essa política de censura não são nada democráticos, a exemplo de Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e China. Toda e qualquer censura – ainda que venha travestida de “regulamentação do bem” – contraria o próprio conceito de democracia.

Para que possamos continuar vivendo em um país democrático é imprescindível que haja pluralidade e popularização da informação e não que alguns grupos se autodenominem arautos da verdade e classifiquem como “fake news” tudo o que não lhes convém. Se o interesse fosse em poupar a população de notícias falsas, o próprio Lula deveria passar a falar a verdade. Afinal de contas, por diversas vezes, em rompantes de “sincericídios”, Lula declarou com todas as letras que inventou estatísticas, citou fontes inexistentes e já falou muito mal do Brasil lá fora.

Na democracia torta de Lula não tem cabimento que a chanceler Angela Merkel, esteja há 16 anos à frente da Alemanha e Felipe Gonzales, tenha presidido a Espanha por 13 anos, mas seu companheiro Daniel Ortega, eleito presidente em um pleito fraudado, não possa governar a Nicarágua por 14 anos. Para ele, comparar o que acontece na Alemanha e na Espanha com o que se passa na Nicarágua é algo perfeitamente coerente, não havendo qualquer “lógica” em tratar Ortega de forma diferente.

Lula e seus comparsas têm elogiado ditaduras frequentemente há muitos anos, mas desta vez, comparar um candidato que mandou prender todos os seus opositores com pessoas eleitas democraticamente passou de todos os limites. Até mesmo a imprensa brasileira, tão entusiasta de tudo o que sai da boca do petista, se viu na obrigação de cobrar um “posicionamento mais claro”. Mas, afinal de contas, o que poderia ser mais claro do que isso?

Assim como a “regulamentação do bem” não passa de censura, a “democracia” de Lula não passa de um ensaio para a implementação de uma ditadura. Aquela “ditadura paz e amor” que compra tudo e todos para nos fazer crer que estamos no melhor dos mundos, enquanto somos saqueados como nunca antes na história deste país.

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