Análise: Se for “ódio do bem”, tudo bem!

No país da tolerância fictícia e da hipocrisia a toda prova, progressistas que dizem lutar “por vidas” torcem para que doença venha “com força” para matar quem não agrada

Desejar a morte de Bolsonaro aproxima progressistas do nazista Adolf Hitler

Desejar a morte de Bolsonaro aproxima progressistas do nazista Adolf Hitler

AP

De fato, o Brasil prova mais uma vez que não é para amadores. O gigante que se curvou ao “fique em casa para salvar vidas” – sem se dar conta de que lockdown não é vacina – assiste agora, inerte, à inacreditável torcida pela morte do presidente da república.

Os progressistas que dizem valorizar a vida acima da economia, que pregam o amor e a igualdade, e que chegam ao cúmulo de apoiar que pessoas sejam agredidas e detidas pelo simples fato de estarem fora de casa, manifestam agora o que têm de mais abundante: o ódio. Mas é um “ódio do bem”, claro.

Apoiando-se na liberdade de expressão – que atualmente tem dado provas cabais de que só vale para um lado – destilam seu veneno e difundem com entusiasmo hashtags do tipo #ForçaCovid e #ForçaCorona, além de promoverem publicações desejando que a doença “faça o seu trabalho direitinho”, em uma clara alusão ao desejo de morte a Jair Bolsonaro. E parte da mídia acompanha a insanidade com manchetes surreais como:

“Bolsonaro perde de 84% a 16% em comentários de hashtags sobre sua saúde no Twitter”, de Mônica Bergamo e “Por que torço para que Bolsonaro morra”, de Hélio Schwartsman, ambos da Folha de S. Paulo.

A incoerência da esquerda realmente não conhece limites, pois onde fica o amor pela vida quando se deseja – com direito a torcida escancarada – a morte de um ser humano? Se voltarmos um pouquinho na história, veremos que a tentativa dos nazistas de exterminar alguns povos (judeus, armênios e ciganos), se deu pelo simples fato de difundirem a ideia de que não se tratavam de seres humanos. E é assim que os progressistas têm agido: Bolsonaro não é um ser humano, portanto, deve morrer.

Só não vê semelhanças nesse modus operandi, quem não quer ou quem não sabe absolutamente nada de história. Não é à toa que estamos vivendo dias em que se tenta apagar a história para encobrir fatos e negar estratégias nefastas que não só existiram, mas também foram empregadas com muito êxito, infelizmente.

Não é a primeira vez que esse “ódio do bem” vem à tona, bem como não é de hoje que se constrói uma justificativa para separar os que merecem viver dos que devem morrer. Edmund Burke afirmou que: “Um povo que não conhece sua história está fadado a repeti-la”, mas o que dizer dos que a conhecem, mas negam, distorcem e lutam com unhas e dentes para apagá-la?

Autora

Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.