Patricia Lages Análise: Reunião da Disney vaza e divide opiniões sobre “agenda gay”

Análise: Reunião da Disney vaza e divide opiniões sobre “agenda gay”

Executivos discutem sobre ter 50% dos personagens de grupos supostamente sub-representados e LGBTQIA+

Uma reunião virtual entre executivos da Disney foi vazada e exposta pelo jornalista investigativo Christopher Rufo. Nela, a produtora Latoya Raveneau declara que Meredith Roberts, vice-presidente sênior de estratégia dos canais Disney, acolheu muito bem a sua “nada secreta agenda gay”. Na mesma reunião, Karey Burke, presidente corporativa da Disney, diz: “Como mãe de uma criança transgênero e outra pansexual, apoio termos muitos, muitos, muitos personagens LGBTQIA+ em nossas histórias”.

Burke quer que, no mínimo, 50% dos personagens sejam “representantes LGBTQIA+ e de minorias raciais.” Chorando, ela acrescentou: “Espero que este seja um momento em que não permitamos que o outro retroceda.”

Disney parece disposta a mudar as diretrizes de seus conteúdos

Disney parece disposta a mudar as diretrizes de seus conteúdos

Reprodução/Pixabay

Durante décadas, a Disney sustentou a posição de que sua única agenda está focada no entretenimento e bem-estar das crianças, porém o teor dessa reunião mostra que os novos objetivos não são mais os mesmos.

O encontro virtual de executivos discutiu a iniciativa “Reimagine tomorrow” (Reimagine o amanhã), que, ao que tudo indica, tratou das novas diretrizes para o desenvolvimento das produções futuras.

Os vídeos vazados foram divulgados poucos dias após a promulgação da lei dos Direitos dos Pais na Educação, assinada pelo governador da Flórida, Ron DeSantis. A nova lei proíbe a abordagem de tópicos sexuais em sala de aula ou ideologia de gênero para crianças do ensino fundamental ao terceiro ano.

Ativistas apelidaram a lei de “não diga gay” e afirmam que o objetivo é “criminalizar” e “apagar a existência” da comunidade LGBT. Muitos funcionários da Disney demitiram-se por sentirem que a empresa não condenou essa legislação com “força suficiente”. Por outro lado, a consultora política e escritora Kelley Paul publicou em seu tuíte: “Os alunos chineses da terceira série estão aprendendo cálculo multivariável. Nossos alunos da terceira série recebem o ensinamento de que ‘homens podem ter bebês’. Isso não vai acabar bem”.

Diante disso, cabe aos pais e responsáveis considerar e decidir por si mesmos que tipo de conteúdo desejam que seus filhos tenham acesso.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas

    http://meuestilo.r7.com/patricia-lages