Patricia Lages Análise: O papel do Estado e o perigo esquerdista

Análise: O papel do Estado e o perigo esquerdista

Ser humano busca a liberdade e cabe ao Estado proteger a soberania individual, exatamente o oposto da política de esquerda

De pouco serve a força do leão quando ele está preso dentro da jaula

De pouco serve a força do leão quando ele está preso dentro da jaula

Pixabay

Sem a compreensão exata das bases que fundamentam as agendas da esquerda, muitas pessoas se declaram esquerdistas ignorando o que suas políticas propõem. Enxergando apenas a ponta do iceberg, não se dão conta de que abaixo da superfície existe algo muito maior e bastante perigoso.

Basicamente, a agenda esquerdista propõe políticas que alimentam a irresponsabilidade econômica, a dependência do Estado e o conflito permanente, por meio de regulações invasivas e relativismo moral. Socialismo e comunismo são regimes diametralmente opostos às liberdades que fazem parte da natureza humana, tanto psicológica, como biológica e social. E, para que esses regimes possam ser implementados de forma a atender aos seus próprios interesses, uma coisa é imprescindível: controle.

Em seu livro A mente esquerdista, Dr. Lyle H. Rossiter, médico e psiquiatra americano, afirma que “a não ser que os seres humanos estejam absolutamente debilitados, eles buscam naturalmente se libertar de outros que possam interferir na sua vida” e “no coração dos defeitos da agenda esquerdista está uma filosofia de coletivismo que ignora a natureza dos seres humanos como indivíduos. Esta natureza não pode ser ignorada sem consequências terríveis.”

Ou seja, a busca pela liberdade é algo inerente a todo ser humano, porém, na contramão dessa necessidade básica individual, as políticas esquerdistas impõem controle até do que se fala e, através do coletivismo, instaura a opressão. Rossiter afirma também que “a agenda esquerdista não é um programa racional para a organização da ação humana. É, em vez disso, um conglomerado irracional de defesas neuróticas que os esquerdistas modernos utilizam para seu equilíbrio mental e emocional.”

Mas, como a esquerda consegue angariar adeptos com algo que é totalmente adverso ao que todas as pessoas em sã consciência buscam? Bem, a estratégia dos esquerdistas é até bem simples: acusar o lado oposto de ser o que eles são e de fazerem o que eles fazem. É um discurso tão envolvente quanto incoerente.

Enquanto a esquerda sobe ao palco apresentando o Estado como uma grande família, nos bastidores trabalha incessantemente para dividir e subdividir a população cada vez mais. O conflito é seu alimento cotidiano, pois através dele é instaurado o ódio, criam-se lados e fabricam-se inúmeras vítimas para que, em seguida, a “mãe esquerda” – apesar de ser a causadora – se apresente como defensora de quem se sente oprimido, ainda que não seja.

As agendas esquerdistas avançam principalmente com o patrulhamento do idioma – que é a imposição da linguagem politicamente correta para controlar a interpretação de mensagens – com as agências “checadoras” – ferramentas esquerdistas que trabalham para controlar suas narrativas – e a cultura do cancelamento – que cala qualquer um que pense diferente.

Ser esquerdista é lutar por um Estado com muito mais controle sobre os cidadãos e que não cumprirá o seu papel de promover a liberdade, garantindo a soberania individual. Qualquer pessoa em pleno exercício de suas faculdades mentais não pode aceitar algo assim. Leia, informe-se e seja seu próprio checador. Aproveite enquanto há liberdade para isso.

Autora

Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

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