Patricia Lages Análise: McDonald’s entra na onda da lacração

Análise: McDonald’s entra na onda da lacração

Depois da rede Burger King usar crianças em campanha ideológica, a rede McDonald’s na Alemanha distribui livro LGBT como brinde

O escritor Riccardo Simonetti

O escritor Riccardo Simonetti

Reprodução

Ao que tudo indica, algumas redes de fast food estão apostando mais na estratégia do marketing da lacração do que em melhorar a qualidade nutricional dos alimentos que comercializam. Depois do Burger King ter lançado a campanha “Como explicar?”, que usa crianças para promover a ideologia de gênero, chegou a vez do McDonald’s surfar na mesma onda.

Na Alemanha, o novo brinde do McLanche Feliz é o livro “Raffi und sein pinkes tutu” (Raffi e seu tutu cor-de-rosa) escrito pelo ativista LGBT Riccardo Simonetti, embaixador especial da causa no Parlamento Europeu. A história gira em torno do menino Raffi que gosta de usar uma saia rosa de bailarina em casa, mas resolve vesti-la para ir à escola, onde passa a sofrer bullying.

Aqui no Brasil, o vídeo da campanha do Burger King no YouTube passou das 5,4 milhões de visualizações no momento, com 176 mil “likes” e 229 mil “deslikes”, mostrando que, apesar de todos os esforços em promover a ideologia de gênero no meio infantil, a maioria dos brasileiros não aprova. O comentário mais popular diz: “Agora faz um [vídeo] das crianças falando sobre a importância de comer lanches saudáveis e que os lanches de vocês vão reduzir a expectativa de vida delas”.

As redes sociais do McDonald’s da Alemanha afirmam que o objetivo da nova campanha é “promover uma cultura de diversidade e aceitação” e que seu McLanche Feliz usa um tutu “porque pode”. Mas a lacração também causou polêmica por lá, suscitando uma série de comentários negativos que acusam a empresa de estar fazendo apenas uma jogada de marketing e de causar confusão nas crianças.

Capa do livro

Capa do livro

Reprodução

Segundo o Procon, em 2010, após denúncia do Projeto Crianças e Consumo, do Instituto Alana, o McDonald’s foi multado em R$ 3,192 milhões (cerca de R$ 7,7 milhões atualmente) pela prática de venda casada, onde oferecia o combo infantil junto com um brinquedo. Hoje, os brinquedos podem ser adquiridos separadamente.

Além de considerar se vale a pena introduzir fast food na alimentação das crianças, pais e responsáveis precisarão estar muito mais atentos às ideologias que algumas empresas estão usando para alimentar as mentes dos pequenos. É uma guerra silenciosa que não deve passar despercebida.

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