Análise: Lula, o mestre da promoção da ignorância

Mesmo diante da queda incontestável da educação brasileira nos treze anos de governo lulopetista, ex-presidiário quer falar sobre promoção da ignorância  

Durante live da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviço, ocorrida nesta terça-feira (14), o ex-presidiário Lula declarou, se referindo a Jair Bolsonaro: “O presidente da república é ignorante. Se ele não é ignorante, ele gosta de parecer ser ignorante. Ele faz tipo de ignorante, porque tem gente que acha que ser ignorante é bonito.”

Em uma coisa concordo 100% com Lula: tem gente que realmente acha bonito ser ignorante. A exemplo dele mesmo que, há décadas, faz questão de demonstrar toda sua experiência no assunto em diversas declarações.

Em 1981, Lula confessou seu excesso de preguiça, principalmente em relação à leitura, em entrevista ao Canal livre, da Band: “Primeiro, eu sou muito preguiçoso. Até para ler eu sou preguiçoso. Eu não gosto de ler, tenho preguiça de ler.”

Lula confessou excesso de preguiça em relação a leitura

Lula confessou excesso de preguiça em relação a leitura

Theo Marques/Estadão Conteúdo

Em abril de 2004, Lula discursou na abertura da 18ª Bienal do Livro dizendo que um livro para uma criança é como uma esteira de ginástica para um adulto: “dá preguiça”. Sem falar na genialidade de sua reação ao saber que era a primeira vez que um presidente da república participava da abertura de uma Bienal: “Não sabia que era a primeira vez. Da próxima, então, não será mais a primeira!”

Em agosto de 2009, Lula declarou à Folha de S.Paulo: “Passo um pouco da noite lendo, eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. E vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor para mim.” Se isso não é promover a ignorância, realmente ignoro o que seja.

Mas, vejamos o resultado prático da ignorância, ou melhor, do ensino no país, nos anos de governo lulopetista. Em 2000, o Brasil ocupava a seguinte classificação no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes): 39ª posição em Leitura, 42ª posição em Matemática e 42ª posição em Ciências.

Em 2006, após três anos de governo Lula, perdemos nove posições em Leitura (ficando em 48º lugar), onze em Matemática (ficando em 53º), e dez em Ciências (assumindo o 52º lugar). Em 2015, dando sequência à derrocada, caímos mais onze posições em Leitura (passando para o 59º lugar), outras onze em Ciências (assumindo a 63ª posição) e mais doze em Matemática (caindo para o 65º lugar).

Saindo da área da educação e passando para a saúde, aí é que não há como perdoar o PT de jeito nenhum. Como perdoar o partido que desviou bilhões de reais da saúde? Bilhões! Como perdoar petrolão, mensalão e um esquema de corrupção nunca antes visto na história deste país? Não há como esquecer crimes dessas proporções.

E também não há como esquecer quem tem sido o maior promovedor de ignorância neste país. O título de mestre é seu, Lula, por méritos próprios, sem precisar recorrer a nenhum tipo de cota. Meritocracia pura.

Autora

Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.