Novo Coronavírus

Patricia Lages Análise: Eis que os progressistas descobriram que a fome mata

Análise: Eis que os progressistas descobriram que a fome mata

Foram necessários cinco meses e uma pesquisa mundial para que a mídia progressista se rendesse ao fato de que fome mata mais que coronavírus

Pesquisa: fome matará mais que novo coronavírus

Pesquisa: fome matará mais que novo coronavírus

Roosevelt Cassio REUTERS - 15.04.2020

Em 31 de março, na saída do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro alertou sobre os problemas que o lockdown traria à economia e que “a fome mata mais que o vírus”.

“Você tem que atacar juntos. Quando eu comecei a falar sobre isso, entraram até com processo no Tribunal Penal Internacional contra mim, me chamando de genocida. Eu sou um genocida porque eu ‘tô’ defendendo o direito de vocês de trabalhar”, afirmou Bolsonaro.

Passados cinco meses, finalmente o grupo Globo reconhece o fato por meio da matéria intitulada “Fome ameaça matar mais gente do que o coronavírus em 2020”, ainda que esteja disponível apenas para assinantes. Chega a ser absurdo como a mídia progressista seleciona as informações que divulga exaustivamente e as que ficarão restritas a um número limitado de pessoas, sem grandes alardes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou que, no pior cenário, 10% da população mundial não terá comida suficiente em 2020, o que ultrapassa as estimativas anteriores em cerca de 132 milhões de pessoas. Por conta do prolongamento da quarentena e de milhões de pessoas desempregadas, o poder de compra de grande parte da população foi comprometido e a fome é um dos resultados disso.

Segundo as novas projeções da Oxfam international, o aumento de mais de 80% na população sujeita a fome causará a morte de 12 mil pessoas por dia, o que supera o número de vítimas da covid-19. Além disso, existe a questão da subnutrição, que se estenderá ao longo da próxima década, afetando o sistema imunológico de milhões de pessoas que poderão desenvolver diversos problemas de saúde.

A pandemia alterou todo processo de transporte e logística, fazendo com que toneladas de alimentos estraguem em várias partes do mundo, enquanto outras regiões passam fome. Trata-se de uma crise global sem precedentes, que afeta até mesmo países mais ricos, como os Estados Unidos, e devasta países mais pobres, como a Venezuela e várias partes da África.

Os efeitos do lockdown provam, a cada dia, que o “fechamento em nome da vida” está contribuindo para mais mortes, além disso, toda politização em torno do tratamento da doença tem prejudicado quem sempre paga as contas dos desmandos dos desgovernos: os mais pobres.

Mas tem mais: um estudo desenvolvido pelo Mediterranean Neurological Institute e pela Universidade de Pisa, na Itália, afirma que a hidroxicloroquina reduz o risco de morte em 30% dos pacientes. O autor da pesquisa, publicada no European Journal of International Medicine, Augusto di Castelnuovo, divulgou nota à imprensa:

“Observamos que os pacientes tratados com hidroxicloroquina tiveram uma taxa de mortalidade hospitalar 30% menor em comparação com aqueles que não receberam esse tratamento.”

Onde está a pseudociência que apontava o lockdown como única solução para “achatar a curva”, como se o fechamento das atividades comerciais fosse vacina? O que os entusiastas do “quem pensa em economia não se importa com vidas” têm para dizer agora? E o que postarão as celebridades adeptas da quarentena eterna, que divulgaram amplamente a #fiqueemcasa à beira de suas piscinas? Estariam agora dispostos a ajudar quem ficou sem ter onde morar e sem comida na mesa? É o que veremos nas cenas dos próximos capítulos.

Autora

Patricia Lages é autora de 5 best-sellers sobre finanças pessoais e empreendedorismo e do blog Bolsa Blindada. É palestrante internacional e comentarista do JR Dinheiro, no Jornal da Record.

Últimas

    http://meuestilo.r7.com/patricia-lages