Patricia Lages Análise: Educação brasileira preocupada com a inclusão (de drogas) 

Análise: Educação brasileira preocupada com a inclusão (de drogas) 

Escola pública em Itaberaí, Goiás, manda lição de casa para alunos calcularem quantidade de cocaína em pinos plásticos  

Foi-se o tempo em que os problemas de matemática eram propostos com maçãs e laranjas que Joãozinho comprava na feira para desenvolver uma série de cálculos. Hoje em dia, a educação brasileira está muito mais preocupada em doutrinação política, confusão de gênero e “inclusão”. Tanto que uma escola municipal em Itaberaí, interior de Goiás, não deixou de fora nem mesmo as drogas.

Bons tempos em que exercícios de matemática eram propostos com maçãs e laranjas. Escola de Goiás preferiu usar cocaína

Bons tempos em que exercícios de matemática eram propostos com maçãs e laranjas. Escola de Goiás preferiu usar cocaína

Reprodução/Studio Formatura/Galois/Agência Brasil - 14.07.2021

Pais de alunos do oitavo ano da Escola Municipal Padre Elígio Silvestri se indignaram ao verem na primeira tarefa da lição de casa de matemática de seus filhos de 14 anos, a seguinte questão: “Supondo as dimensões internas de cada pino plástico utilizado na embalagem de cocaína como sendo um cilindro de raio 0,5 cm e altura 4 cm, o valor do volume total de cocaína, desse pino plástico, completamente cheio, em cm3, será de…”

De acordo com o relato da mãe de um aluno à TV Anhanguera, a professora não respondeu seus questionamentos sobre a tarefa. Ao recorrer à coordenadora, esta afirmou que foi um cálculo comum, como se fosse com arroz ou feijão. Ainda segundo depoimento da mãe, a coordenadora afirmou que todas as tarefas passam por sua avaliação e aprovação e que este exercício não influencia os alunos a vender ou a usar drogas. O pai de outro aluno recorreu ao Conselho Tutelar pedindo ajuda para transferir o filho para outra instituição. “Uma escola mandar um menino de 14 anos resolver um problema baseado em pino de cocaína? Por que não baseou em outra coisa? Tinha que ser logo sobre cocaína?”, questiona o pai.

Em resposta, o Conselho Tutelar enviou agentes à escola para apurar a questão. Eles informaram que a diretora reconheceu que a tarefa foi um erro e que outras substâncias deveriam ser usadas como exemplo. Em nota oficial, a escola pediu desculpas e afirmou que a abordagem “foge do alinhamento do trabalho pedagógico”. Já a Secretaria Municipal de Educação abriu um processo administrativo e declarou que tomará as medidas cabíveis em relação à professora que elaborou e enviou a tarefa, à coordenadora e à diretora da escola.

Considerando a ação da professora, que não respondeu aos questionamentos dos pais, a resposta da coordenadora a uma mãe, dizendo que arroz, feijão e cocaína dão no mesmo, e a da diretora da escola, que se desculpou por meio de nota depois da visita dos agentes do Conselho Tutelar e de toda repercussão negativa, chegamos às seguintes conclusões:

Se os pais confiarem 100% no tipo de ensino que está sendo transmitido aos seus filhos e não se mantiverem alertas em relação aos livros didáticos utilizados e ao tipo de tarefa que desenvolvem, poderão ter surpresas muito desagradáveis no futuro. Se os pais apenas reclamarem dentro das escolas, provavelmente serão ignorados, a exemplo da professora, ou receberão respostas tão estúpidas quanto a da coordenadora da Escola Municipal Padre Elígio Silvestri. É preciso levar o caso a instâncias mais altas e à imprensa.

Se queremos escolas livres da normalização das drogas e de tantas outras exposições nocivas a crianças e adolescentes é preciso ter sempre em mente que o preço da liberdade é a eterna vigilância.

Últimas

    http://meuestilo.r7.com/patricia-lages