Análise: bandidolatria em alta

Morte de Lázaro Barbosa mostra a verdadeira face da turma da lacração: culto à bandidagem e críticas à ação da polícia

O serial killer Lázaro Barbosa

O serial killer Lázaro Barbosa

Reprodução/ Record TV

Em questão de poucos minutos após a divulgação da morte de Lázaro Barbosa, a “lacrolândia” já começou a espernear na internet destilando todo o seu o “ódio do bem” contra a ação da polícia militar durante a força-tarefa em busca do foragido. Mas nada melhor do que dados e fatos para entender as intenções esquerdistas.

Aos 32 anos, Lázaro tinha uma ficha policial extensa. Condenado desde 2007, fugiu da prisão três vezes, em três estados diferentes: Bahia, Distrito Federal e Goiás e cometeu uma lista de crimes brutais: duplo homicídio na Bahia e quádruplo em Ceilândia (DF), roubo, estupro, porte ilegal de arma de fogo, sequestro, invasão de propriedade.

Em 20 dias de fuga, custou R$ 19 milhões aos cofres públicos e, enquanto isso, baleou quatro pessoas – incluindo um policial militar – incendiou uma casa, furtou um carro, fez diversos reféns e obrigou uma mulher a ficar nua enquanto cozinhava para ele.

Lázaro poderia ter sido mais útil vivo do que morto, mas a verdade é que ele era um assassino condenado e havia sido diagnosticado, em 2013, como psicopata imprevisível. Inclusive, havia declarado, em carta, que preferia ser morto a ser preso, mostrando se tratar de uma pessoa que estava disposta a tudo ou nada. Apesar de o tribunal da lacração já ter decretado que a Polícia Militar de Goiás o executou, a informação divulgada é que, ao ser avistado, Lázaro descarregou uma pistola em direção aos policiais e, na troca de tiros, levou a pior.

E aí a turma da “tolerância” corre para usar seus teclados de computador como martelos de juiz e para expor opiniões, no mínimo, muito estranhas, como a deputada federal Vivi Reis (PSOL) que publicou em seu Twitter: “Lázaro foi preso e morto. A perseguição do criminoso deixou um lastro de ódio, intolerância religiosa e abusos. A celebração de sua morte é retrato da espetacularização dessa caçada de 20 dias e R$ 19 milhões. Quanto capturam, ao invés de ouvi-lo, o executam. Vexame.”

Diante da má repercussão, a deputada voltou a comentar o caso alegando que foi mal interpretada e que “Lázaro causou dor em muitas famílias” às quais ela se diz solidária. Porém, o texto fala por si só e é inegável a crítica à força-tarefa e ao valor investido. Diante disso: onde fica a narrativa de que “vidas não têm preço”? Seria melhor ter economizado o valor e deixado o assassino solto, possibilitando que ele elevasse o número de estupros, assassinatos e tantos outros crimes? Isso sem falar no uso de “lastro” em vez de rastro e na afirmação fantasiosa de “intolerância religiosa”. Um amontoado de palavras que parece fazer sentido, mas não faz.

A esquerda é realmente muito tolerante, mas apenas com seus protegidos, aqueles de quem usam e abusam para reforçar suas narrativas vazias de valores, ética e moral. Isso sim é um vexame.

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