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Patricia Lages Análise: Alckmin e Lula esperam que a memória do eleitor seja péssima

Análise: Alckmin e Lula esperam que a memória do eleitor seja péssima

Candidatos não só esperam que a população tenha uma péssima memória, como apostam todas as fichas (e muito dinheiro) nisso

O ex-presidente Lula e Geraldo Alckmin

O ex-presidente Lula e Geraldo Alckmin

Agência Brasil

A aliança tucano-petista espera que o eleitor brasileiro acredite em tudo o que for dito agora e em nada do que foi falado no passado. Ainda que esse passado tenha sido anteontem. Ou ontem mesmo.

Eis que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que deixou o cargo com 64% de rejeição, se une ao ex-presidiário Lula. Mas não vamos definir Lula da Silva dessa forma, deixemos que o próprio Alckmin faça isso relembrando suas próprias palavras de 2017:

“Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder. Ou seja, meus amigos, ele quer voltar à cena do crime. Será que os petistas merecem uma nova oportunidade? Nós os derrotaremos nas urnas!”

Além dessa frase, o ex-governador, ex-tucano e ex-desafeto de seu atual maior afeto disse em 2018: “Não é o meu partido que é comandado de dentro de um presídio. Nem minha campanha foi lançada na porta da penitenciária. Em São Paulo, bandido pega cana dura”.

A repulsa era tanta que Alckmin, ainda em 2018, publicou em seu Twitter: “Não existe a menor chance de aliança com o PT. Vou disputar e vencer o segundo turno, para recuperar os empregos que eles destruíram saqueando o Brasil. Jamais terão o meu apoio para voltar à cena do crime. Seus apoiadores são aqueles que acampam em frente a uma penitenciária”.

No Brasil, além de bandido não pegar cana dura, temos que conviver com políticos caraduras. Pessoas sem o menor comprometimento com a população, que dizem — e fazem — qualquer coisa para assumir o poder e trabalham arduamente apenas para garantir que as coisas continuem sendo exatamente como sempre foram. Pessoas inescrupulosas que enchem o povo de promessas vazias e atacam seus adversários impiedosamente para que, uma vez eleitos, possam fazer ainda pior que seus antecessores.

Resta saber sobre qual conceito a campanha da chapa Lula-Alckmin será desenvolvida: “Mentirosos Patológicos Unidos Jamais Serão Vencidos” ou “Nossa Única Chance é Sua Péssima Memória?” Façam suas apostas.

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