Lifestyle Paciente ganha tratamento após ter radioterapia suspensa

Paciente ganha tratamento após ter radioterapia suspensa

Após mais de dois meses sem conseguir seguir com o tratamento para o câncer de mama, Kátia Saldanha recebeu a ajuda do Instituto Moça Bonita

Após 2 meses sem tratamento, Kátia Saldanha teve sua radioterapia custeada

Após 2 meses sem tratamento, Kátia Saldanha teve sua radioterapia custeada

Reprodução

Outubro Rosa ainda não acabou para a confeiteira Katia Saldanha, de 43 anos. Há mais de um ano, ela enfrenta um câncer de mama, a segunda doença que mais mata mulheres no país em que apenas 20% dos aparelhos de radioterapia são dedicados a pacientes do sistema público. 

Após a retirada de um quadrante da mama direita e quimioterapia, Kátia ficou sem o restante do tratamento necessário para o câncer de mama por mais de dois meses. Mas a partir desta quarta (6), ela será atendida no Hospital Sírio Libanês e seu tratamento será custeado pelo Instituto Internacional Moça Bonita, uma organização sem fins lucrativos presidida pelo libanês Aref Muhieddine, que oferece tratamento gratuito para mulheres com câncer.

"A gente quando recebe o diagnóstico de câncer é muito difícil de administrar. Ele meio que tira a nossa vida. Quando você tem o tratamento interrompido isso mexe muito com a gente. A gente não sabe o que vai acontecer", desabafa Kátia, que estava começando a colher frutos de seu trabalho como confeiteira quando descobriu a doença. "Tive de entregar todas as ecomendas que tinha aos trancos e barrancos antes da cirurgia. Fui afastada e tenho sequelas por conta do esvaziamento da axila, mas o INSS não me pagou ainda."

Com o anúncio do tratamento totalmente custeado, a incerteza começa a se transformar em esperança. "Sinto que irão devolver minha vida depois de ter perdido tantas coisas". 

Focada em mulheres com idade entre 20 e 50 anos, a instituição organizou um baile de lançamento em agosto para sua chegada ao Brasil, que contou com a presença de Kátia. "Serei eternamente grata ao Dr Aref por ter permitido que eu fizesse parte da história do instituto."