Semana de Moda de Xangai será on-line devido ao coronavírus

As recentes Semanas de Moda de Londres, Milão e Paris foram afetadas pela ausência de muitas clientes chinesas. Saiba mais

Mulher com máscara de proteção em Xangai contra o coronavírus

Mulher com máscara de proteção em Xangai contra o coronavírus

REUTERS/Aly Song

Adiada inicialmente por causa do surto de coronavírus, a Semana de Moda de Xangai será realizada apenas pela internet, graças a uma parceria com a plataforma de vendas Tmall, do Alibaba Group, disseram os organizadores do evento.

O espetáculo, que em outubro teve oito desfiles de alta costura da temporada primavera/verão, foi um dos numerosos eventos comerciais e empresarias da Ásia que anunciaram alterações de datas neste mês por causa do coronavírus.

As recentes Semanas de Moda de Londres, Milão e Paris foram afetadas pela ausência de muitas clientes chinesas.

Na quinta-feira (27), o comitê da Semana de Moda de Xangai disse em um comunicado publicado em sua conta oficial de WeChat que o evento ocorrerá tal como agendado, entre 24 e 30 de março, e as pessoas poderão participar assistindo transmissões online ao vivo.

O comitê disse que está aceitando inscrições de marcas e que acredita que mais de 100 estilistas e grifes da China acabarão apresentando suas criações para o outono/inverno de 2020 e usarão as transmissões ao vivo para comercializar seus produtos de primavera/verão.

"Esperamos que esta forma nova permita aos estilistas experimentarem maneiras diferentes de expor suas roupas e canais diferentes para divulgar e vender", disse a vice-secretária do comitê da Semana de Moda de Xangai, Lu Xiaolei, à publicação especializada Business of Fashion.

O Tmall cooperou intensamente com estilistas emergentes e com marcas comerciais da China nos últimos anos. Em 2019, uma série de marcas chinesas exibiu seus produtos nas Semanas de Moda de Nova York, Milão e Paris através do China Cool, um projeto iniciado pela Tmall.

As vendas através de transmissões ao vivo ganharam popularidade entre as consumidoras chinesas nos últimos anos. Além da Alibaba, JD.com e Pinduoduo também usaram esse método.