Crianças usam desenhos para mostrar como se sentem em casa

Promovida pelo Unicef, campanha "Sentimentos no Papel" incentiva famílias a ouvir as crianças e postar seus desenhos sobre a quarentena

Desenho de Alessandra Albuquerque, 11 anos, Fortaleza/CE

Desenho de Alessandra Albuquerque, 11 anos, Fortaleza/CE

Divulgação

Tristeza, saudades da escola, alegria por não estar doente, medo de perder alguém da família são alguns dos sentimentos expressos por meninas e meninos brasileiros por meio da  campanha "Sentimentos no Papel". Em uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o projeto quer saber como as crianças estão se sentindo durante a pandemia de Covid-19.

O UNICEF está fazendo essa pergunta a meninas e meninos de diferentes partes do País. Por meio de desenhos, as crianças contam que sentem falta da escola, mostram que o novo coronavírus as assusta, mas também trazem mensagens de esperança. Lançada nesta quarta-feira (22), a campanha "Sentimentos no Papel" tem como objetivo dar voz às crianças e incentivá-las a expressar seus sentimentos.

"O novo coronavírus mudou a rotina das famílias e das crianças, impactando muito seu cotidiano. Neste momento, é fundamental acolhê-las e criar um ambiente em que elas possam expressar seus sentimentos. A campanha surge com este objetivo: estimular as crianças a contar como estão se sentindo por meio de desenhos", explica Michael Klaus, chefe de comunicação e parcerias do Unicef no Brasil.

Os primeiros relatos trazem mensagens como a de Lucas Fontoura, de 9 anos, morador de Manaus (AM). "Eu tenho várias emoções. É muito confuso. Num dia eu estou triste porque não posso sair de casa, não posso ver meus amigos. Noutro dia estou feliz porque aprendi uma coisa nova. Depois eu fico triste de novo porque penso que pode morrer alguém próximo de mim", explica o menino.

"Eu sinto saudade de abraçar e beijar minha vó, meu vô, minha mãe", conta Alessandra Albuquerque, 11 anos, de Fortaleza (CE). "Eu desenhei a minha família brincando de massinha, e corações porque eu tô gostando. A gente tá dentro de casa porque não pode sair", diz Sofia Baldinato, 5 anos, de Carapicuíba (SP).

Para participar da campanha, pais, mães e responsáveis devem abrir esse espaço de diálogo com seus filhos e filhas, para que a criança possa desenhar e falar sobre como se sente. Em seguida, os adultos podem usar o stories do Instagram, postando a foto do desenho, uma fala da criança ou um vídeo dela explicando o desenho, acompanhado da hashtag #sentimentosnopapel e marcando o perfil @unicefbrasil. Os primeiros relatos podem ser vistos no site do projeto.