Lifestyle Festas de divórcio levantam polêmica e questionamentos

Festas de divórcio levantam polêmica e questionamentos

Fala Que Eu Te Escuto discutiu se esse tipo de comemoração afronta quem está sofrendo ou incentiva separações

  • Lifestyle | Ana Carolina Cury Do R7

Divórcio sempre é um momento difícil, mas há os que escolhem celebrar a ruptura com festas

Divórcio sempre é um momento difícil, mas há os que escolhem celebrar a ruptura com festas

Reprodução/Pexels

Festas para comemorar o fim de um casamento. Para muitas pessoas pode parecer uma atitude bem estranha, mas, a verdade, esse tipo de celebração está cada vez mais comum.

A chamada festa de divórcio inclui bolo dividido ao meio, atrações e até buquê queimado. Além disso, publicar fotos também está na moda. O programa Fala Que Eu Te Escuto desta quinta-feira (24), retratou a história da americana Marie Lollis, de 47 anos, que viralizou após divulgar um ensaio fotográfico depois do divórcio, esmagou um porta-retrato e queimou fotos de seu casamento, tudo para mostrar que superou o fim do relacionamento.

Outro exemplo foi o da empresária maranhense Carol Dourado. Em clima de alegria, com um vestido branco, ela publicou fotos nas redes sociais a imagem dela com a faixa que dizia "Enfim? DIVORCIADA" e a publicação chegou a viralizar.

Tristeza disfarçada

Parece divertido, porém, segundo especialistas, essa atitude esconde muita dor e sofrimento. A principal crítica é sobre como uma experiência tão difícil como um divórcio pode ser encarada de forma tão superficial.

“As pessoas envolvidas sempre sofrem. Por isso, comemorar é uma afronta, além de incentivar outras pessoas a quererem se separar, passando a imagem de que aquilo é bom, é legal. Já passei por um divórcio e sei o quanto é doloroso, como celebrar algo tão ruim?”, opinou Rafaela Borges.

O divórcio não pode nem deve ser a primeira solução para qualquer obstáculo em um relacionamento conjugal, uma vez que existem muitas possibilidades para resolver um problema. Porém, quando há violência ou abuso envolvidos, a separação pode ser a única alternativa.

Por isso, durante participação no programa, a empresária Marê Andreaze destacou que é preciso que haja consciência sobre a gravidade de uma separação. “Você se expõe em uma situação constrangedora diante de muitas pessoas e se esquece que se casou por amor. É claro que, muitas vezes, como em casos de abuso, é um livramento, mas não tem necessidade nenhuma de festejar isso”.

Marcas de uma separação

Em meio à pandemia, o número de divórcios subiu 26,9% de janeiro a maio deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo os dados do Colégio Notarial do Brasil, foram 29.985 separações nos cinco primeiros meses do ano.

Além de ser um processo burocrático, caro e estressante, o divórcio deixa marcas difíceis de serem superadas. Ao contrário do que se divulga por aí, o papo de que o casal continua amigos depois da separação não é observado. Sem falar do desgaste emocional gerado nos filhos e outros familiares. 

Ao fim do programa, o apresentador, o Bispo Eduardo Bravo, comentou sobre o tema e divulgou o resultado da enquete. “Realmente existem relações abusivas, onde é necessário se livrar das agressões. Se a pessoa não mudar, a separação acaba sendo um caminho mesmo. Mas, festejar, ir para as redes sociais para mostrar que está bem é exagero. 59% dos participantes acreditam que, de fato, comemorar uma separação é uma afronta”, conclui

O programa Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado pela Record TV, a partir de 00h45. Quem se encontra em outros países pode assistir pela Record Internacional ou pelo Facebook.

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