Bichos Problemas com o pet? Saiba como tratá-lo com a aromaterapia

Problemas com o pet? Saiba como tratá-lo com a aromaterapia

Uso de óleos essenciais em animais deve ser feito junto aos cuidados veterinários e pode ajudar na prevenção de doenças

  • Bichos | Júlia Putini, do R7*

Consulte o veterinário e personalize o tratamento de acordo com as necessidades do seu pet

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Reprodução/Pexels

Muitos já conhecem os benefícios da aromaterapia para o bem-estar e até mesmo para a beleza. No entanto, esse vertente de cuidados pode ser benéfica até mesmo para os bichinhos de estimação, prevenindo ou tratando de doenças, feridas e até carrapatos. A especialista Carla Dantas, da Phytoterápica, explica as vantagens .

A inalação dos óleos essenciais, compostos voláteis extraídos das plantas, exercem efeitos físicos e emocionais. Assim, trata não somente patologias do corpo, mas também alivia transtornos psicológicos, como estresse, medo e ansiedade.

O olfato mais desenvolvido dos animais proporciona a esse tipo de tratamento um efeito rápido e efetivo. Para fazer uma comparação, o homem tem cinco milhões de células olfativas, já um cão da raça pastor alemão, por exemplo, tem duzentos e vinte milhões. 

“É possível, junto ao tratamento convencional, pedir ajuda a um aromaterapeuta, que poderá orientar quanto às fragrâncias indicadas para determinado caso e os cuidados necessários sobre a aplicação e a concentração dos produtos”, conta Carla Dantas, pioneira em aromaterapia no Brasil.

Cuidados necessários

É importante estudar as características e o comportamento do pet antes de fazer a utilização da terapia com os aromas. Os óleos essenciais podem ser usados em quase todos os animais, como cães, gatos, cavalos, coelhos e hamsters, mas o tratamento deve ser personalizado de acordo com a fisiologia e necessidade de cada um. Por se tratarem de substâncias potentes, exigem alguns cuidados e a indicação do veterinário.

O uso inadequado desses óleos, sem o auxílio de um profissional, pode causar intoxicação, queimaduras, irritações, diarreias, salivação, desidratação, desmaios, entre outros sintomas. Para gatos, que têm um metabolismo mais sensível, podem ser usados os hidrolatos no lugar de óleos essenciais, que têm uma composição mais dissolvida e, assim, propriedades terapêuticas mais suaves.

Atenção para as recomendações: não colocar as substâncias perto dos olhos, nariz ou genitais dos animais; não permitir a ingestão de forma oral; manter os frascos fora do alcance do pet; evitar o uso em fêmeas prenhas e filhotes; por último, em caso de óleo fotossensibilizante, como os cítricos, o animal não deve ser exposto ao sol por um período de até 12 horas após a sua aplicação.

Formas de utilização

Inalação direta: É a forma mais segura de usar os óleos essenciais na aromaterapia, pois a quantidade de óleo absorvido é bem pequena. Nesse caso, o proprietário pode fazer um spray aromático e borrifar na cama do animal, ou diluir o óleo essencial no óleo vegetal e aplicar no pano que o animal costuma usar para dormir.

Inalação por difusão: Os difusores podem ser elétricos, a vela ou pastilhas. Podem ser utilizados difusores por evaporação, aromatizadores elétricos e pulverização como o spray ou vaporizador.

Banhos: Usar gotas do óleo essencial na última água de enxágue.

Compressas: Para lesões, deve-se fazer compressa morna; já para dores é recomendado o uso de compressa quente.

Pomadas: Podem ser preparadas para caso de dores de coluna ou musculares.

Massagem: Nesse caso, os óleos devem ser preparados junto aos óleos vegetais, sendo o mais usado para animais o óleo de semente de uva. Essa sinergia garante aplicação segura, além de oferecer uma boa permeação dos ativos dos óleos essenciais na pele.

Dicas de uso

Depois de consultar um médico veterinário e garantir que seu pet está autorizado a fazer esse tipo de terapia alternativa, veja aqui algumas maneiras de incluir essa terapia na rotina.

Para traumas emocionais, utiliza-se 2 gotas de óleo essencial de lavanda na nuca do animal, por 30 dias. Esse óleo também é recomendado para tratar feridas, misturando 3 gotas do óleo essencial com 8 gotas de óleo vegetal de andiroba e aplicando no local com gaze esterilizada.

Contra pulgas e carrapatos, pode-se utilizar 1 gota de óleo essencial de tea tree (melaleuca) com 1 gota de óleo essencial de citronela na cama do animal, uma vez ao dia. A maior parte das pulgas fica no ambiente, somente 5% no animal, então locais por onde o animal transita (chão e móveis) devem ser limpos.

Já para enjoos e vômitos, deve-se pingar 1 gota de óleo essencial de hortelã pimenta na nuca do pet, uma vez ao dia, por 15 dias, sempre com o acompanhamento de um profissional.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Luciana Mastrorosa

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