Bichos Especialista dá dicas para uma viagem tranquila com os pets

Especialista dá dicas para uma viagem tranquila com os pets

Chegou a época de sair de casa, e os bichinhos podem curtir muito as pequenas viagens de fim de ano com a família

  • Bichos | Do R7

Viajar com os pets no fim do ano pode ser bem tranquilo; veja dicas

Viajar com os pets no fim do ano pode ser bem tranquilo; veja dicas

Reprodução/Pexels

Neste fim de ano, com a flexibilização do isolamento social, muitas famílias estão pensando em viajar nas férias e incluir o pet nas aventuras. Pensando nisso, a DrogaVET, especializada em medicamentos veterinários, dá algumas dicas para trazer mais conforto e segurança durante as viagens com os pets, sejam elas de carro ou de avião. 

Antes de tudo, é preciso observar as regras de trânsito. Deixar o cachorro com a cabeça para fora da janela, tomando vento, é uma atitude, por exemplo, que pode gerar multa ao condutor.

“Segundo o artigo 169 do Código de Trânsito (CTB), a conduta é considerada uma infração leve, pela prática de dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança. A consequência é a incidência de multa e pontos na carteira. Ou seja, o transporte de animais nunca deve atrapalhar ou tirar a atenção do motorista”, diz Farah de Andrade, veterinária da DrogaVET.

Além disso, outro artigo, o 252, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro, proíbe o transporte de animais à esquerda do motorista ou entre seus braços e pernas. Essa prática é considerada infração média e é passível de multa. Também não é permitido levar animais ou cargas na parte externa do veículo.

“Só são permitidos em casos devidamente autorizados, e a infração é considerada grave, também com penalidade de multa, além da retenção do veículo”, afirma Farah.

Transporte seguro no carro

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A Associação de Medicina do Tráfego (Abramet) divulgou recentemente uma diretriz com orientações para o transporte seguro de cães e gatos nos diversos meios de transporte.

“De acordo com o documento, uma das principais recomendações para evitar acidentes é jamais transportar o animal solto dentro do veículo e utilizar dispositivos adequados para o transporte, dado o comportamento imprevisível que alguns pets podem ter pela tensão e ansiedade, pondo todos em risco”, explica a veterinária.

Em carros, os tutores precisam investir em acessórios adequados ao porte e às características de cada animal que viajará com a família. A caixa de transporte é item fundamental e deve permitir que o animal fique em pé e possa dar uma volta dentro dela. Ela precisa estar presa ao cinto de segurança. "Caso contrário, pode vir a ser arremessada se ocorrer uma freada brusca ou acidente”, diz Farah.

Outro ponto a levar em consideração é que os pets nunca devem ser transportados na caçamba de picapes ou no porta-malas. "Há perigo de má ventilação, deixando o pet estressado, e isso pode até sufocá-lo.”

Os bichinhos que não estão habituados com a caixa de transporte podem ser acomodados no banco traseiro do carro, mas usando cinto de segurança próprio para animais. Porém, a veterinária dá algumas orientações para esse caso: “Além de o cinto ser seguro, o animal tem mais liberdade de movimentos e pode visualizar o tutor e a paisagem externa. Mas esse cinto de segurança deve ser usado com um peitoral, e nunca com uma coleira ou enforcador, dado o risco de asfixia ou lesões na traqueia, esôfago ou coluna pelo movimento do veículo”.

Importante lembrar de deixar o carro arejado e evitar pôr o som muito alto, já que a audição dos pets é mais sensível. “Em viagens mais longas, é necessário realizar uma parada a cada duas horas — para que o animal possa se movimentar, fazer as necessidades e beber água — e oferecer alimentação em pequenas quantidades", orienta ela.

Mais segurança em viagens de avião

Caso a viagem seja de avião, a dica é observar a regra de cada companhia. Em geral, todas exigem vacinação, laudo médico ou CVI (Certificado Veterinário Internacional), pagamento de taxa específica e uso da caixa de transporte.

"Há limite de peso, e algumas companhias permitem que o pet, a depender do tamanho e do porte, viaje a bordo com o tutor, embaixo da poltrona à sua frente, por exemplo”, lembra a médica veterinária.

Se as viagens forem longas, alguns itens são aliados de tutores e pets, como os fitoterápicos calmantes manipulados em forma de biscoito, xarope, calda ou pasta e no sabor de que o pet gosta. Mas esses medicamentos devem ser prescritos pelo veterinário do animal, e a administração deve começar entre 15 e 5 dias antes da viagem, dependendo dos princípios ativos escolhidos.

Vale lembrar que é importante estar em dia com todas as vacinas obrigatórias, como as da giardíase, dirofilariose, gripe canina e leishmaniose, entre outras, e que a vermifugação e o antipulgas nunca devem ser ignorados.

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