Sport Life Impacto femoroacetabular causa sérios problemas no quadril

Impacto femoroacetabular causa sérios problemas no quadril

Saiba como se tratar e evitar as dores no quadril, uma das principais causas da aposentadoria precoce do tenista Gustavo Kuerten

Sport Life
Shutterstock

Shutterstock

Sport Life

Se existe um problema ortopédico que pode afetar de maneira significativa o quadril e a carreira dos esportistas e atletas amadores é o tal do impacto femoroacetabular. Já ouviu falar dele? Antes de mais nada, é preciso inicialmente compreender que essas pessoas começaram a treinar e praticar atividade física muito cedo em suas vidas.

Mas, é preciso lembrar que “as práticas de algumas modalidades esportivas levam a um alto grau rotacional da articulação do quadril, por exemplo, o futebol, o hóquei, o tênis e as artes marciais, dentre outros”, observa o médico ortopedista Dr. David Gusmão. Mas também há aqueles que não levam a uma vida dedicada ao esporte, “mas possuem características genéticas que indicam se são mais susceptíveis a sofrer essas alterações”, acrescenta.

É preciso compreender ainda que alterações são essas. Segundo Dr. David, “o nosso esqueleto é muito moldável durante o processo de crescimento. E com isso a articulação no quadril também pode sofrer alterações em seu formato. Isso acontece principalmente quando muitas forças passam por esta articulação, especialmente na pré-adolescência”.

Vale lembrar que, em estudos feitos em vários locais do mundo, médicos já perceberam que quando a criança e o jovem participam de treinamentos intensos e intensos, em comparação àquelas que não participaram destes exercícios, essas primeiras desenvolvem uma frequência muito maior de sofrer o impacto femoroacetabular. “Quem não pratica atividade física pode ter em torno de 15% de alterações nas articulações do quadril. Já os esportistas podem ter essa diferença em torno de 70%”.

O grande problema de tudo isso, revela Dr. Gusmão, é que esse desgaste precoce acontece de forma silenciosa, daí a dificuldade de profissionais para identificá-lo a tempo: “A pessoa pode sentir uma sensação de desconforto na articulação do quadril, ou uma distensão do músculo, e acaba tratando isso. Essa dor acaba indo e voltando após a pessoa realizar atividade física. Dores na região da virilha também podem acontecer de forma recorrente, então o ideal é que sejam investigadas”, ressalta.

Assim, o que acontece é que com esta situação, “a pessoa acaba tratando o sintoma, e não a causa”, lamenta o ortopedista. Mas uma boa notícia, pondera Dr. Gusmão, é que as técnicas atuais permitem que este problema seja descoberto a tempo, e, consequentemente, carreiras sejam salvas. “Com o devido tratamento, a pessoa ficará livre das dores no quadril e poderá seguir normalmente sua trajetória, não correndo risco de acontecer o mesmo que ocorreu com o Guga”, completa. Sim, para quem não sabe, esta foi uma das principais razões que levou o tenista Gustavo Kuerten a abandonar a carreira.

Últimas