Sport Life Frequência cardíaca alta está relacionada ao risco de morte

Frequência cardíaca alta está relacionada ao risco de morte

Frequência cardíaca de repouso alta, mesmo em pessoas que têm maior nível de condicionamento físico, representa risco de morte

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A frequência cardíaca de repouso, medida logo ao acordar, reflete, entre outras coisas, o nível de condicionamento físico de uma pessoa. Pois, pessoas bem condicionadas geralmente têm frequência de repouso menor.

E, pesquisadores descobriram que ter um número de batimentos cardíacos por minuto alto pode significar maior risco de morte, mesmo em pessoas que são fisicamente ativas. Um estudo acompanhou 3 mil homens durante 16 anos.

Não por acaso frequência cardíaca alta foi observada naqueles que eram fisicamente inativos, tinham pressão alta e obesidade. Mas a grande surpresa foi constatar que ela também estava associada ao maior risco de morte mesmo em pessoas bem condicionadas – 51 a 80 batimentos por min significou um aumento de 40% e 50% do risco de morte, enquanto entre 81 e 90 o risco de morte dobrou. As chances triplicaram quando a frequência foi maior que 90 batimentos por minuto.

Fique atento
Mas, calma, que há variações na frequência cardíaca.

Por exemplo, as mulheres têm o coração menor, motivo pelo qual o volume sistólico de sangue ejetado a cada batimento é menor. Além disso, as mulheres têm um menor volume sanguíneo, porque são menores. Devido a essas diferenças, uma mulher, na mesma intensidade de esforço, tem um gasto cardíaco, volume sistólico e consumo de oxigênio inferiores aos de um homem e uma maior frequência cardíaca, tanto em intensidades mais baixas quanto em níveis máximos de esforço.

Outro fator muito importante é a variação das temperaturas. Se estão altas, o organismo coloca em funcionamento todos os seus mecanismos de termo regulação, entre eles a dilatação dos vasos sanguíneos periféricos (mais próximos da pele), para permitir que o calor escape. Com eles mais relaxados, a pressão sanguínea cai. O corpo é obrigado, então, a compensar essa situação, já que com a queda da pressão menos sangue é bombeado para órgãos vitais, e essa compensação implica aumento da frequência cardíaca.

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