É possível melhorar a imunidade em algumas semanas?

Muita gente que nunca se preocupou com a saúde agora corre atrás do prejuízo. Algumas medidas podem ajudar a deixar o organismo mais forte

Alimentação e controle do estresse ajudam a melhorar a imunidade

Alimentação e controle do estresse ajudam a melhorar a imunidade

Divulgação

A pandemia do Coronavírus acendeu o sinal de alerta em muita gente que nunca se preocupou com a saúde, mas agora deseja um corpo saudável, com uma  imunidade reforçada.

Segundo o fisiologista Moacir Rosa, é perfeitamente possível melhorar a imunidade e a saúde como um todo no período da quarentena. O obstáculo primordial, e talvez o mais difícil, é o controle do estresse.

"Níveis elevados de estresse aumentam o cortisol, um hormônio que quando produzido de forma exagerada atua como um imunossupressor, derrubando a imunidade. Diminuir o estresse e dormir bem melhora a imunidade em poucos dias”, explica Rosa.

A alimentação é outro ponto fundamental. Uma boa alimentação, com comida de verdade, melhora os níveis de energia e aumentam a imunidade. Mas comer bem não é comer muito, o importante são os nutrientes.

Segundo Moacir Rosa, alimentos industrializados, processados e ultraprocessados, congelados, fast food, bebidas açucaradas e alcoólicas, alimentos ricos em açúcar e farinha branca são altamente inflamatórios e não devem ser consumidos, principalmente nesse período. "Opte por uma alimentação natural, nutritiva e sem aditivos, além da melhora na imunidade, a saúde também vai agradecer."

Outro ponto que nem sempre é consenso são algumas vitaminas, suplementos e minerais. Rosa, que também é bioquímico, afirma que, apesar de muitos profissionais de saúde continuarem insistindo que não há evidências para o uso de vitaminas e minerais, é farta a literatura científica nesse sentido.

“Há centenas de trabalhos, ensaios clínicos na literatura científica demonstrando os efeitos da Vitamina C na eficiência dos macrófagos e anticorpos, o poder extraordinário da Vitamina D na modulação imune, a eficiência do Ômega 3 na regulagem da cascata inflamatória e, claro, o Magnésio, que participa em mais de 300 reações no organismo, entre elas a manutenção imune”, defende Rosa.