Tudo o que você precisa saber sobre harmonização facial

Procedimento virou queridinho de famosos e tem conquistado cada vez mais adeptos. Saiba como é feito, se há contraindicações etc.

Gretchen foi uma das famosas que se rendeu à harmonização facial

Gretchen foi uma das famosas que se rendeu à harmonização facial

Reprodução/Instagram

Se você é ligado no mundo dos famosos, provavelmente deve ter ouvido falar sobre harmonização facial, procedimento estético que conquistou Gretchen, Joelma, Lucas Lucco e outros artistas. Mas você sabe, exatamente, o que é isso?

"Harmonização facial nada mais é que avaliar as proporções de uma face e definir onde podemos fazer um retoquinho para deixá-la mais bonita e harmônica", explica a dermatologista Michele Haikal. "Por exemplo, quando queremos um queixo menor, aplicamos mais produto na mandíbula. Também há outras maneiras de fazer com que o queixo pareça menor. Portanto, a harmonização facial é harmonizar os traços do rosto".

A médica afirma que, na maioria das vezes, esses preenchimentos são feitos com ácido hialurônico e hidroxiapatita, mas há outras substâncias que podem ser utilizadas. "Também dá para fazer uma harmonização mais sutil com preenchedores que utilizam o próprio colágeno do paciente. Com essa técnica a volumização é menor. Para ter um resultado mais sutil também é possível usar o ácido poli-L lático".

Todo mundo pode fazer?

Apesar da popularidade e de parecer relativamente simples, a harmonização facial não pode ser feita em qualquer pessoa. É o que explica a cirurgiã dentista Ludimila Abi-Saber Toledo, especializada na área. "Mulheres grávidas, que estão amamentando ou que tenham alguma sensibilidade anterior às substâncias; pacientes com lesões pré malignas ou malignas na face; que possuam preenchedores não reabsorviveis limitam a área a ser tratada; pessoas com doenças sistêmicas não controladas e estejam fazendo uso de Roacutan® não podem fazer o procedimento".

Joelma foi mais uma artista que fez harmonização

Joelma foi mais uma artista que fez harmonização

Reprodução/Instagram

Como é feita a avaliação?

A escolha do que será ou não feito depende, basicamente, do desejo do paciente, porém, equilibrado com a visão do profissional. "É preciso escutar o que o paciente quer e alinhar as expectativas dele com o que de fato podemos fazer. Depois dessa conversa, é feita uma análise facial de proporções e, juntos, traçamos um plano de tratamento mais adequado", explica a cirurgiã dentista.

A dermatologista acrescenta que o bom senso também faz parte do processo. "A avaliação é feita por meio do exame físico com a utilização de formas geométricas, réguas, lápis etc. É uma avaliação feita pelo próprio médico que tem a ver com bom senso e elegância, avaliando as proporções", diz.

Quanto tempo os resultados duram?

Dra. Michele diz que, em média, preenchimentos de ácido hialurônico duram um ano, mas ressalta que tudo depende do organismo do paciente e do produto utilizado pelo profissional. "Eu, por exemplo, uso uma marca que dura em média dois anos. Mas até mesmo esse que uso sofre modificação em relação à durabilidade, porque também depende se o paciente perde ou retém líquido", explica. "Quem tem tendência para inchar dura mais tempo, e quem perde mais água dura menos tempo. É preciso encontrar um médico de confiança e perguntar sobre os produtos e o tempo de duração para que a escolha seja de acordo com o que o paciente quer".

Médicos x dentistas

Nos últimos tempos, um debate sobre quais profissionais — entre médicos, cirurgiões plásticos e dentistas — seriam mais capacitados para a harmonização facial tomou conta da área de saúde. Afinal, quem pode realizar o procedimento?

"Um médico que tenha formação na área. Pode ser um dermatologista, um cirurgião plástico ou um profissional que atue com medicina estética. Mas o ideal é aquele médico que estudou o assunto a fundo, que fez cursos e que é perito ao utilizar a técnica", explica a dermatologista Michele.

Em 2019, o Conselho Federal de Odontologia reconheceu a harmonização facial como especialidade odontológica. Ou seja, tanto médicos quanto dentistas, desde que capacitados para isso, podem realizar a técnica.