Chamada de 'suja', modelo é vítima de racismo em concurso de make

Em print de conversa, maquiador pede a colega de trabalho que não escolha a modelo, e diz que o lugar de negros é no inferno

Modelo sofre racismo em concurso de maquiagem

Modelo sofre racismo em concurso de maquiagem

reprodução

Embora racismo seja crime tipificado no código penal, ele ainda acontece com mais frequência do que devia, e a indústria da beleza certamente não escapa disso. A última vítima dessa violência foi a modelo Luciana Vilaça, do Rio de Janeiro, que foi chamada de 'modelo suja' por um maquiador em um concurso de beleza. 

A denúncia foi feita através de prints nas redes sociais fornecidas por outro maquiador, Leonardo de Oliveira Pacheco, responsável por maquiar a modelo. Indignados, os seguidores logo trataram de viralizar o conteúdo da conversa. Em conversa com Leonardo, o maquiador que ofendeu Luciana pede que o colega de trabalho não use a modelo no concurso porque, segundo ele, "a maquiagem colorida não fica boa na tonalidade de pele dela". Irritado, Leonardo responde "negro não pode usar make colorida porque não sobrevive. Pelo amor de Deus, vai lavar uma louça". O maquiador racista rebate: "lave o corpo de suas modelos sujas, quem sabe elas não ficam mais claras."

O show de horrores não parou por aí. Segundo a modelo, o maquiador teria pedido que seus seguidores votassem no concorrente para que ela e Leonardo perdessem. Apesar das ofensas, Luciana manteve a cabeça erguida e se pronunciou nas redes sociais. 

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"Tenho muito orgulho da minha cor, da minha origem. Já passei muita coisa ruim, mas não era culpa da minha cor."