Lifestyle Assédio sexual se tornou comum entre famosos e anônimos, mas é crime

Assédio sexual se tornou comum entre famosos e anônimos, mas é crime

Programa Fala Que Eu Te Escuto abordou o tema e espectadores afirmaram que o que leva um homem a assediar mulheres é o mau-caratismo

  • Lifestyle | Ana Carolina Cury, do R7

Dia após dia, as mulheres sofrem situações constrangedoras que envolvem assédio em quase todos os lugares onde frequentam. Os autores são pessoas comuns e também celebridades.

Neste ano, o funkeiro conhecido como MC Fran, de 46 anos, foi acusado de abusar da cunhada, uma jovem de apenas 14 anos. Ele chegou a ser preso pelo crime após a denúncia, mas foi solto poucos dias depois. Uma câmera instalada no quarto da criança comprovou os assédios que ele realizava.

Além dele, há quatro anos, o cantor MC Biel foi acusado de assédio sexual pela repórter Giulia Pereira. Após ser investigado pela 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo, fechou um acordo com a vítima e pagou cinco salários-mínimos a uma instituição de caridade para o processo deixar de existir. Mas, depois disso, sua carreira sofreu as consequências dessa atitude abusiva.

Programa abordou o aumento de casos de assédio sexual e reforçou a importância da denúncia

Programa abordou o aumento de casos de assédio sexual e reforçou a importância da denúncia

Contábeis

Motivo

O programa Fala Que Eu Te Escuto desta quinta-feira abordou o tema e questionou por que um assédio sexual ocorre. "É mau-caratismo do autor. Nós, mulheres, sofremos muito. Muitos homens acham que são superiores e que podem nos intimidar. Infelizmente, não conheço uma mulher que nunca tenha sido importunada de alguma forma", afirmou a advogada Paloma Alves.

Uma pesquisa recente feita pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com duas mil pessoas, mostrou essa realidade. 95% das mulheres disseram ter medo de ser vítimas de estupro. O estudo também revelou que 92% dos homens têm receio de que alguma mulher que conheçam (filha, mãe, esposa, namorada) seja vítima de violência sexual. Além disso, mais da metade dos entrevistados afirmou conhecer uma mulher ou menina que foi vítima de estupro.

"Pedir para que eles mudem não adianta, é preciso que sejam punidos. Porque nós, homens, crescemos vendo uma sociedade que acha normal assediar as mulheres, seja no transporte público, nos filmes, nas redes sociais. Precisamos lutar para que mais medidas protetivas sejam implementadas", afirmou o jornalista Jeferson Loureiro.

Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado

Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado

Divulgação

Combate

Por isso, o assunto é sério e exige um posicionamento daqueles que se consideram "de bem". "Porque, apesar da sociedade se posicionar como íntegra, honesta e fiel, ela não se comporta, em sua maioria, dessa forma. Poucas mulheres denunciam porque se sentem envergonhadas e culpadas. Precisamos reforçar a importância da denúncia", acrescentou a espectadora Lianara Freitas.

A cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. O que só traz à tona a necessidade de se tomar uma atitude séria perante a banalização do estupro. "Não é normal os homens tratarem a mulher dessa maneira, precisamos discutir sobre o assunto. Qualquer tipo de assédio contra a mulher pode ser denunciado pelo número 180. As pessoas precisam sofrer as consequências de suas atitudes para poder ter mais consciência", concluiu a secretária municipal das Mulheres Republicanas, Iva Oliveira.

O programa Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado pela Record TV, a partir de 00h45. Quem se encontra em outros países pode assistir pela Record Internacional ou pelo Facebook.

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