ÁREA DE MULHER Instinto materno, é convenção social ou instinto no fim das contas?

Instinto materno, é convenção social ou instinto no fim das contas?

São vários hormônios durante a gravidez e amamentação que preparam a mulher com o instinto materno para ser uma mãe. Essa matéria Instinto materno, é convenção social ou instinto no fim das contas? foi criada pelo site Área de Mulher.

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O instinto materno é um assunto muito discutido, principalmente entre a família. Geralmente, as mulheres que querem engravidar ou engravidam são o centro desse tema ao trazer à tona “será que serei uma boa mãe?”. Contudo, o instinto maternal é muitas vezes assunto de tabu, já que a ciência explica que a mulher não nasce simplesmente pronta para ser mãe. Resumidamente, existem hormônios e alterações químicas que trazem à mulher esses impulsos biológicos.

Basicamente, o instinto materno é o efeito de estrogênio, progesterona, prolactina, endorfina e ocitocina agindo juntos no organismo feminino quando a mulher está grávida e enquanto amamenta. Assim, o sentimento de querer cuidar da prole passa a ser mais presente. Enfim, quando o filho já está presente, é o bastante para esse instinto se prolongar.

Contudo, diferentemente do instinto, o amor maternal é o afeto, é a relação social entre mãe e filho sendo construída, como qualquer outra. Por isso, nem sempre a relação entre mãe e filho vai ser inundada de amor, pois a vida social, afetiva e financeira está envolvida.

Instinto materno

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Fonte: Leiturinha

Quando o assunto é instinto materno, algumas pessoas se perguntam de onde veio esse tema para debate. Esse tema delicado vira polêmica quando muitas mulheres são acusadas de não serem mães carinhosas e amorosas ou por manifestarem o desejo de não engravidar ou não terem filhos. Desse modo, perguntam a elas “onde está seu instinto materno?”

Entretanto, não se pode dizer que as mulheres nasceram “programadas” com esse instinto ou desejo. Basicamente, isso vem muito de imposições culturais da sociedade, que prega que todas as mulheres devem querer casar e ter filhos, ou que nós não sentimos prazer com relações sexuais, visando apenas procriar.

Em suma, é claro que existem muitas mulheres com o desejo de serem mães. Porém, não se pode cobrar e impor esse desejo a todas. O amor materno não nasce com a mulher ou junto com o bebê após a gestação. Sendo assim, é uma relação construída entre ambos, mãe e filho, principalmente na primeira fase de crescimento da criança.

Hormônios

Basicamente, são 5 hormônios da gravidez que fazem com que a mulher tenha alterações químicas no corpo que provocam uma mudança comportamental durante a gestação, fazendo com que tenha o característico instinto materno:

Progesterona; Estrogênio; Ocitocina; Prolactina; Endorfina.

No entanto, vamos por partes. Na década de 1940, cientistas descobriram que os dois hormônios sexuais femininos, progesterona e estrogênio, alteram as reações das fêmeas mamíferas durante a gestação. Por exemplo, deixavam ratos, cachorros e gatos com a agressão e a sexualidade diferentes.

Ainda, outras pesquisas vieram para comprovar que esses dois hormônios, combinados com a prolactina, outro hormônio que faz o corpo produzir leite, também traz mudanças no comportamento da mãe, inclusive na espécie humana.

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Por último, descobriu-se que até a hipófise e o hipotálamo são fundamentais para esse instinto. As endorfinas liberadas por eles, possuem efeito analgésico e de bem estar. Desse modo, passam a ser mais produzidas no final da gravidez, para amenizar as dores do parto.

Durante o parto, o hipotálamo e a hipófise ainda liberam a ocitocina, que estimula as contrações do útero e também estimula a produção de leite materno em resposta à sucção dele pelo bebê. Isso acontece porque o hipocampo, área do cérebro que está envolvida com o aprendizado e a memória, fica estimulado com a amamentação. Sendo assim, toda essa combinação de hormônios induz a um comportamento maternal, a um instinto materno.

Instinto automático

Sendo assim, o “instinto materno” passa a ser criado naturalmente, quando uma mulher engravida. Resumidamente, quanto mais se aproxima a hora do parto, mais a mulher sente o sentimento de querer cuidar do filho.

Desse modo, a presença do bebê passa a ser suficiente para ela querer cuidar e protegê-lo, tal qual os mamíferos do reino animal.

Amor materno não é instinto materno

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Mesmo que a mulher, biológica e quimicamente, passe a ter o instinto materno, ela não automaticamente cria o amor materno. Cientistas concluem, com todas as alterações hormonais que o corpo sofre durante a gestação e amamentação, que o instinto materno não gera o amor materno.

Sendo assim, as mulheres não passam a amar incondicionalmente seus bebês assim que nascem. Como ser humano, e assim com as outras fêmeas do reino animal, elas não criam laços afetivos assim que veem a prole. Sendo assim, a relação social entre os dois é construída conforme o tempo, gerando o amor. Basicamente, é por isso que mães adotivas se associam muito mais aos seus filhos do que a mulher que os gerou, pois houve a construção do amor.

Em suma, não se pode exigir que todas as mulheres queiram ser mães, que queiram engravidar. Algumas não querem ser mães. Isso é escolha e decisão de cada uma e, caso aconteça, nem todas conseguem de forma rápida se adaptar ao filho ou à exigência física e mental que ser mãe exige, ficando infelizes. Todas temos um tempo e uma vida diferente e não nascemos com o instinto materno.

Fontes: Minha Vida, Drauzio Varella, Hypeness, Trocando Fraldas,

Imagens: Grão de Gente, Medium, Mameha, Leiturinha

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