Lifestyle Após prisão de DJ Ivis, especialistas reforçam importância da denúncia

Após prisão de DJ Ivis, especialistas reforçam importância da denúncia

Caso repercutiu em todo país e trouxe à tona o aumento de casos de violência contra a mulher

  • Lifestyle | Ana Carolina Cury, do R7

Fala Que Eu te Escuto vai ao ar de terça a sábado, 0h45, na Record TV

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Divulgação

Após a repercussão dos vídeos em que Iverson de Souza Araújo, de 30 anos, mais conhecido como DJ Ivis, aparece agredindo a ex-mulher Pamella Holanda, de 27 anos, a polícia civil do Ceará decidiu prender o cantor na quarta-feira (14).

A prisão de DJ Ivis é preventiva e foi decretada, segundo os oficiais, para garantir a “ordem e a lei”. Ele está sendo investigado por crime de violência doméstica. A advogada de Pamella, Priscila Virino, disse que sua cliente não vai se pronunciar.

Diante da divulgação do caso, muitas pessoas criticaram a omissão de quem estava presente nos vídeos, no momento da agressão. Entre eles, estava o motorista do músico, Charles Barbosa de Oliveira, que justificou a falta de reação diante de tamanha violência.

“Eu ficava sem acreditar no que estava vendo durante as brigas. Eu nunca tinha participado de confusão de marido e mulher. Eu fiquei abismado. Mas uma coisa que eu digo a você sem medo de errar é que, se não fosse primeiramente Deus e eu, de fevereiro para cá, alguém já tinha morrido. Aquela confusão ali não começou ali não, começou dentro do quarto”, afirma.

Pamella Holanda, vítima de agressões do músico DJ Ivis

Pamella Holanda, vítima de agressões do músico DJ Ivis

Reprodução/Instagram

Diante desse cenário, o programa Fala Que Eu Te Escuto discutiu o tema e perguntou aos espectadores se em briga de marido e mulher, não se mete a colher ou quem cala consente?

A apresentadora Renata Banhara afirmou que é preciso intervir, sim. “Há três anos fui espancada pelo meu então marido após descobrir uma traição da parte dele. Sei o quanto é difícil passar por tudo isso. Por isso, a mulher precisa reportar o que está acontecendo para alguém próximo, ou seja, buscar ajuda. É preciso que a mulher ou alguém que esteja ciente das agressões denuncie e procure uma delegacia da mulher”, diz.

A empresária Rafaela Moreira também deu sua opinião. “Os sinais de agressividade vêm antes do casamento, muitas vezes na infância. No caso do DJ Ivis e da Pamella, vemos que eles se agrediam mutuamente. Há casos, inclusive, de mulheres que batem nos maridos. As pessoas precisam analisar as raízes desse comportamento, mas, de toda forma, é preciso meter a colher sim e denunciar qualquer caso de agressão”, explica.

Importância da denúncia

O cenário de violência doméstica piorou muito durante a pandemia porque, para muitas pessoas, o famoso "fica em casa" trouxe mais medo que segurança. 

Dados do Disque 100 revelaram que, só no ano passado, o Brasil somou mais de 105 mil denúncias de violência doméstica contra a mulher, o equivalente a 290 denúncias por dia, uma a cada 5 minutos.

A delegada Raquel Gallinati disse, em participação ao programa, que os números chamam atenção, por isso é essencial que essa mulher busque ajuda e não espere a situação ficar grave. “A Lei Maria da Penha está entre as melhores e mais avançadas do mundo quando o assunto é enfrentamento à violência contra as mulheres, mas ainda há muito para melhorar. Assim, é essencial que a mulher entenda que uma agressão é evolutiva, normalmente começa sendo verbal, psicológica e moral e depois evolui para a agressão física. Por isso, é essencial que essa mulher interrompa a relação e procure uma delegacia", adverte.

Após fazer a denúncia, que pode ser realizada pelo Disque 100, 180, 190, em uma delegacia, ou pelo aplicativo Proteja Brasil, as mulheres devem procurar apoio, porque, sozinhas, dificilmente conseguirão dar fim à violência.

“85% das pessoas votaram na nossa enquete que em briga de marido e mulher quem cala consente. Nós concordamos e incentivamos a denúncia. A pessoa precisa denunciar, comunicar ao máximo de pessoas que puder e sair do ciclo de violência para proteger a própria vida. Agora, para vencer os traumas a fé é a melhor ferramenta”, concluiu o apresentador Bispo Eduardo Bravo.

O programa Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado pela Record TV, a partir de 0h45. Quem se encontra em outros países pode assistir pela Record Internacional ou pelo Facebook.

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