Lifestyle Andréa Sorvetão e Conrado esclarecem vídeo polêmico

Andréa Sorvetão e Conrado esclarecem vídeo polêmico

Programa Fala Que Eu Te Escuto exibiu declaração do casal e questionou os espectadores se o combate à homofobia pode gerar preconceito

  • Lifestyle | Ana Carolina Cury Do R7

“Nós somos artistas desde sempre e somos casados há 26 anos. E estamos juntos há 32 anos. Somos um casal hétero, cristão e tradicional. Olha só! Feliz Dia dos Namorados. Será que nós teríamos alguma empresa interessada em nos patrocinar?” Foram com essas palavras que o casal Andréa Sorvetão e Conrado definiram seu relacionamento no último Dia dos Namorados.

O vídeo teve milhares de comentários e viralizou nas redes sociais. Muitas pessoas elogiaram a posição deles, mas tantas outras criticaram. Entre as críticas estava a da apresentadora Xuxa. A apresentadora disse ter ficado decepcionada e cortou relações com Andréa, com quem tinha amizade há mais de 30 anos.

O casal Conrado e Andréa Sorvetão

O casal Conrado e Andréa Sorvetão

Reprodução/Record TV

Motivo

O casal participou do programa Fala Que Eu Te Escuto desta quinta-feira e esclareceu a polêmica. “Estávamos pedindo patrocínio para as empresas que estavam patrocinando casais LGBTQIA+ e não criticando a conduta delas. Não aceitamos nenhum tipo de violência e preconceito”, explicou Conrado.

Andréa acrescentou que foi algo espontâneo. “Não somos homofóbicos, tanto que temos diversos amigos homossexuais. Fizemos a publicação em formato de brincadeira e, de fato, com o objetivo de chamar atenção dessas empresas que poderiam se identificar com a nossa história. E chamou, tivemos muitos retornos positivos”.

Segundo eles, o apoio que receberam superou toda a perseguição. “Eu não estou errado por ser cristão, hétero e tradicional. Não quisemos ofender ninguém. Quem nos criticou fez isso muito mais por uma ação política, porque a verdade é que a maioria entendeu o propósito do nosso. vídeo. Então, parece que a heterofobia existe sim”, finalizou Conrado.

Perseguição

O programa também retratou o preconceito sofrido por aqueles que fazem parte do grupo LGBTQIA+. Em 20 anos, segundo dados do Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+, mais de cinco mil pessoas foram mortas por conta de suas opções sexuais. No ano passado, houve uma queda de quase 30% no número de casos em comparação com 2019.

Assim, os espectadores opinaram sobre o tema e disseram se acreditam ou não se a luta contra homofobia está gerando a heterofobia. “Nos dias de hoje tudo ofende, tudo machuca. Se você destrói a família, você tira a referência do indivíduo e é o que estamos vendo hoje, então, eu acredito que exista sim a heterofobia”, afirmou a jornalista Cristiane Caruso.

A assistente jurídica, Márcia Tavares, disse que não era para existir a heterofobia. “Mas, as pessoas que são heterossexuais não podem se posicionar. Estamos vendo elas serem atacadas apenas por terem suas opiniões, sem ofender ou agredir alguém. Hoje em dia a pessoas estão ficando com medo de se manifestar de forma contrária. Ninguém tem o direito de discriminar ninguém, de ambos os lados”.

A advogada Leny Ferreira lembrou que mesmo com o avanço das leis protetivas aos homossexuais ainda existe o preconceito contra eles e isso também influencia o preconceito contra quem é heterossexual. “É preciso encontrar o equilíbrio. A família tradicional é um direito natural, não podemos criticá-la. O que aconteceu com a Andréa Sorvetão e com o Conrado é um exemplo de que existe preconceito contra heteros também”.


Ao final do programa, o resultado da enquete apontou que para 80% dos espectadores a luta contra homofobia está despertando o preconceito contra heterossexuais. “Eu nunca vi o país tão dividido e intolerante. Porque nunca seremos iguais, nem gêmeos são exatamente iguais. As pessoas não precisam pensar de forma igual para conviverem bem, mas precisam sim ter respeito umas pelas outras”, observou o apresentador, Bispo Adilson Silva.


O programa Fala Que Eu Te Escuto é exibido de terça a sábado pela Record TV, a partir de 00h45. Quem se encontra em outros países pode assistir pela Record Internacional ou pelo Facebook.

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