5 livros distópicos para ver o mundo de uma nova forma

Livros para embarcar em uma viagem e conhecer um mundo novo, cheio de dúvidas e questionamentos sobre o que separa a realidade da fantasia 

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Há bastante tempo, as pessoas, de uma maneira geral, sentem-se atraídas por histórias fantásticas e distópicas sobre o mundo, em seus mais diversos aspectos. Seja pelo viés da cultura, da religião, da política ou da ficção científica, a literatura sobre realidades distópicas sempre despertam interesse nos mais diversos tipos de leitores. Esse gênero literário, porém, não é tão novo como se imagina. Muitos autores, de diferentes épocas e lugares, escreveram obras assim, sobretudo durante o século XX.

George Orwell, Anthony Burgess, Aldous Huxley, Ray Bradubury, Franz Kafka e Margaret Atwood são apenas alguns exemplos de autores que são reconhecidos por terem escrito obras distópicas. No Brasil, Eric Novello e Ignácio de Loyola Brandão são dois dos autores brasileiros de maior prestígio no gênero. Se você é um apreciador desse tipo de história, então, fique atento às dicas que listamos neste artigo.

Abaixo você vai conferir 5 indicações de livros com histórias distópicas para que você passe a enxergar o mundo de uma nova maneira. Ao final da leitura, aproveite os benefícios do cupom Submarino para comprar livros com desconto e viver sua próxima aventura.

Primeiro: O que é distopia?

Bom, antes de começar o artigo dando as 5 recomendações de livros distópicos, é importante entender primeiro o conceito de distopia. A palavra vem do grego e significa "lugar ruim" ou "lugar de dificuldade". A distopia, geralmente, descreve um lugar imaginário onde coisas ruins acontecem, propiciadas por governos ou governantes autoritários e totalitários.

Lá nesse lugar, as pessoas vivem sob opressão e são constantemente expostas a situações de dor, angústia e sofrimento. Normalmente, as distopias literárias visam criticar governos cujas práticas são reprováveis ou determinados aspectos da sociedade como um todo. Podem falar a respeito de diversos temas, como perdas de direitos, ou se concentrarem numa única temática mais específica, como a perda da liberdade de expressão.
 

"1984", George Orwell (1949)

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Escrito há mais de 70 anos, é impressionante constatar como "1984" se mantém atual e conectado à crítica que pretendia fazer em relação à sociedade. Sempre lembrado nas listas dos melhores livros distópicos, este clássico de George Orwell permanece extremamente atual. A história fala a respeito de um autocrata, líder de um regime político ditatorial, conhecido como o Grande Irmão.

O leitor ainda é apresentado a vários conceitos ao longo da história, como a "novilíngua" e a "Teoria das Guerras", que são artifícios utilizados a fim de controlarem e conduzirem a população pelo bel-prazer do "Big Brother". O livro foi uma crítica de Orwell a regimes totalitários e ditatoriais existentes na época em que foi escrito, tornando-se um dos maiores sucessos de todos os tempos e um dos expoentes do gênero mais emblemáticos.
 

"Fahrenheit 451", Ray Bradbury (1953)

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Já imaginou viver num mundo onde os livros fossem proibidos? Onde a única forma de aprender e transmitir o conhecimento fosse pela televisão? Pois é, esse mundo terrível existe e pode ser encontrado no livro "Fahrenheit 451", escrito em 1953 pelo estadunidense Ray Bradbury.

Ao escrevê-lo, o autor imaginou essa distopia por acreditar que a televisão estava consumindo todo o tempo que as pessoas tinham para se dedicar à leitura, além de tornar a experiência de ler um livro menos interessante ao público, que vai se acostumando a encontrar tudo "pronto" na TV.

Assim, "Fahrenheit 451", temperatura utilizada pelos personagens do livro quando vão queimar os livros, tornou-se um ótimo exemplar de mundo distópico, onde ler e escrever um livro era totalmente proibido e abominável.
 

"Admirável Mundo Novo", Aldous Huxley (1932)

Escrito pelo inglês Aldous Huxley, "Admirável Mundo Novo" é uma obra que concentra sua crítica numa sociedade distópica onde a ideia do amor simplesmente não existe. Os seres humanos são concebidos em laboratórios e conceitos como pai, mãe e família são tidos como repulsivos. Dessa forma, acompanhamos a história que tem como lema a seguinte frase: "cada um pertence a todos".

Todas as normas, leis, hábitos e costumes são desenvolvidos e gerenciados pelo Estado.Huxley pretendia criticar as sociedades extremistas que impõem suas regras com a máxima rigidez à população. Quem não cumpre é perseguido e esmagado pelo governo. Seria apenas assustador se o mundo imaginado por Huxley há mais de 80 anos não fosse uma realidade vivida em alguns países do mundo real, não é mesmo?
 

"O Conto da Aia", Margaret Atwood (1985)

Um dos livros de distopia mais comprados e lidos nos últimos tempos, principalmente por conta da série de televisão que lançou luz sobre ele, "O Conto da Aia" tem uma das histórias mais trágicas e tristes já escritas. De repente, os Estados Unidos deixa de existir e, a partir de um golpe, a República de Gileade passa a governar o território por meio de uma teonomia cristã e militarista.

Rapidamente, a maior parte dos cidadãos, sobretudo as mulheres, não só deixa de ter seus direitos civis e constitucionais respeitados, como também passam a viver sob a tutela de um governo extremamente opressor, misógino e segregacionista. Existem muitos momentos bem delicados e chocantes que podem fazer qualquer um parar de ler por simples repulsa, mas são trabalhados com seriedade e responsabilidade ao longo da história.
 

"Não Verás País Nenhum", Ignácio de Loyola Brandão (1981)

Um dos autores mais referenciados e premiados da literatura brasileira, Ignácio de Loyola Brandão lançou em 1981 este romance que foi um sucesso nacional e internacional. A história tem uma premissa aparentemente simples. Por meio da vivência do protagonista, morador do centro da cidade de São Paulo, o leitor descobrirá que o Brasil, num futuro próximo, irá se transformar em algo terrível e insalubre.

Há um grande deserto onde um dia foi a Amazônia. Todo o lixo produzido pelo país transformou-se numa enorme favela habitada. Os efeitos do aquecimento global são vistos e sentidos de forma gritante. A falta d'água chega a níveis inimagináveis. E o país está tomado por uma classe política gananciosa e corrupta, que administra o país de acordo com ganhos pessoais. Ao que parece, as previsões feitas por Brandão há quase 40 anos estão cada vez mais próximas. O que torna tudo ainda mais assustador.

E aí, qual será sua próxima aventura literária? Com essas 5 indicações feitas acima, já dá para começar a se arriscar em mundos distópicos, não é mesmo?